
Um Blog de apoio ao Senador e três vezes Ex. Governador do Paraná Roberto Requião. Por wallace Req
Affichage des articles dont le libellé est Curiosidades. Afficher tous les articles
Affichage des articles dont le libellé est Curiosidades. Afficher tous les articles
vendredi 6 novembre 2009
Quem disse que o Lula não é doutor?
jeudi 6 août 2009
lundi 13 juillet 2009
Petrobrás, Petrobrás o que queres?
Maior salário regional do país ( 640,00 Reais) por um mês de duro trabalho.
Segundo a Veja: cada Conselheiro da Petrobras ganha por mês – segundo o Diário Oficial – R$ 76.542,59. Veja... Por mês!
São R$ 76.542,59 por mês, ( divida por 640 Reais) para cada um,( um conselheiro ganha por mês o que um trabalhador ganha em 10 anos de trabalho, é mole?) além de "gratificação de férias, participação nos lucros e resultados, passagens aéreas, previdência privada complementar e auxílio moradia, despesas de locomoção e estadia necessárias ao desempenho da função de conselheiro de administração. Ou seja, devem ganhar num mês o que um trabalador leva vinte anos para ganhar, ´so que quem ganha 640 Reais não acumula capital e os .... "Os Conselheiros:
Dilma Vânia Roussef
Guido Mantega
Silas Rondeau Cavalcante Silva
Sérgio Gabrielli de Azevedo (Acumula com o salário de presidente da estatal)
Gen. Francisco Roberto de Albuquerque Luciano Galvão Coutinho
Sergio Franklin Quintella
Fábio Colletti Barbosa
Jorge Gerdau Johannpeter.
E cada um desses tem os seus sãlários, de ministro, de empresário, de general aposentado etc. e tal. E eles não ganham o suficiente para viver e bem exercer as suas responsabilidades. Enquanto isso, você se prepara para comprar uma bicilleta usada.... daqui a dois ou três mêses.
Como podemos ver, da última ata da assembléia geral dos acionistas da Petrobras, transcrita parcialmente abaixo, é de R$ 8.266.600,00 a remuneração global ( em um ano) A SER PAGA AOS ADMINISTRADORES: CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO “”Item VII: Pelo voto da maioria dos acionistas presentes, em conformidade com o voto da representante da União, foi aprovada a fixação da remuneração global a ser paga aos administradores da petrobrás em R$ 8.266.600,00 (oito milhões, duzentos e sessenta e seis mil e seiscentos reais dividido por oito conselheiros), no período compreendido entre abril de 2009 e março de 2010, aí incluídos: honorários mensais, gratificação de férias, gratificação natalina (13º salário), participação nos lucros e resultados; passagens aéreas, previdência privada complementar, e auxílio moradia, nos termos do Decreto nº 3.255, de 19.11.1999, mantendo-se os honorários no mesmo valor nominal praticado no mês precedente à AGO de 2009; Foi aprovada a delegação ao Conselho de Administração competência para efetuar a distribuição individual dos valores destinados ao pagamento da remuneração dos membros da Diretoria Executiva, observado o montante global e deduzida a parte destinada ao Conselho de Administração e condicionada à observância dos valores individuais constantes da planilha de Remuneração Máxima dos Administradores, nos termos da Nota DEST/CGC nº 79/2009, de 2 de abril de 2009, do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais; Foi também aprovada a fixação dos honorários mensais dos membros do Conselho de Administração e dos titulares do Conselho Fiscal excluídos os valores relativos a: gratificação de férias, participação nos lucros e resultados, passagens aéreas, previdência privada complementar e auxílio moradia, bem como custear as despesas de locomoção e estada necessárias ao desempenho da função de conselheiro de administração."
Quem se interessar, pode conferir aqui (páginas 66-67):(http://legis.senado.gov.br/sil-pdf/Plenario/Senado/DocsPlen/Ata/20090623DO103.pdf)ou aquihttp://www2.petrobras.com.br/ri/port/InformacoesAcionistas/pdf/ATA_AGO_08abr09_port.pdf (A íntegra da ATA)ou aquihttp://www.blogalvarodias.com/2009/06/conselheiros-privilegiados/ou aquihttp://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/petrobras-caixa-preta-ata-governo-5684415029264939885/
Tudo certo, claro... tudo certo.... afinal estamos falando de petróleo. Não de homens pobres, sujos e mal educados que povoam inutilmente esse grande e rico país. E são desdentados... pretos....cheios de perébas... e nem sabem falar. E meu Deus.... eles teimam em ter filhos. Pior vez ou outra eles comem.... a bolsa da família. Que horror eles comem!
Sem calunia.... não estou criticando ninguém.
wallacereq@gmail.com
Segundo a Veja: cada Conselheiro da Petrobras ganha por mês – segundo o Diário Oficial – R$ 76.542,59. Veja... Por mês!
São R$ 76.542,59 por mês, ( divida por 640 Reais) para cada um,( um conselheiro ganha por mês o que um trabalhador ganha em 10 anos de trabalho, é mole?) além de "gratificação de férias, participação nos lucros e resultados, passagens aéreas, previdência privada complementar e auxílio moradia, despesas de locomoção e estadia necessárias ao desempenho da função de conselheiro de administração. Ou seja, devem ganhar num mês o que um trabalador leva vinte anos para ganhar, ´so que quem ganha 640 Reais não acumula capital e os .... "Os Conselheiros:
Dilma Vânia Roussef
Guido Mantega
Silas Rondeau Cavalcante Silva
Sérgio Gabrielli de Azevedo (Acumula com o salário de presidente da estatal)
Gen. Francisco Roberto de Albuquerque Luciano Galvão Coutinho
Sergio Franklin Quintella
Fábio Colletti Barbosa
Jorge Gerdau Johannpeter.
E cada um desses tem os seus sãlários, de ministro, de empresário, de general aposentado etc. e tal. E eles não ganham o suficiente para viver e bem exercer as suas responsabilidades. Enquanto isso, você se prepara para comprar uma bicilleta usada.... daqui a dois ou três mêses.
Como podemos ver, da última ata da assembléia geral dos acionistas da Petrobras, transcrita parcialmente abaixo, é de R$ 8.266.600,00 a remuneração global ( em um ano) A SER PAGA AOS ADMINISTRADORES: CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO “”Item VII: Pelo voto da maioria dos acionistas presentes, em conformidade com o voto da representante da União, foi aprovada a fixação da remuneração global a ser paga aos administradores da petrobrás em R$ 8.266.600,00 (oito milhões, duzentos e sessenta e seis mil e seiscentos reais dividido por oito conselheiros), no período compreendido entre abril de 2009 e março de 2010, aí incluídos: honorários mensais, gratificação de férias, gratificação natalina (13º salário), participação nos lucros e resultados; passagens aéreas, previdência privada complementar, e auxílio moradia, nos termos do Decreto nº 3.255, de 19.11.1999, mantendo-se os honorários no mesmo valor nominal praticado no mês precedente à AGO de 2009; Foi aprovada a delegação ao Conselho de Administração competência para efetuar a distribuição individual dos valores destinados ao pagamento da remuneração dos membros da Diretoria Executiva, observado o montante global e deduzida a parte destinada ao Conselho de Administração e condicionada à observância dos valores individuais constantes da planilha de Remuneração Máxima dos Administradores, nos termos da Nota DEST/CGC nº 79/2009, de 2 de abril de 2009, do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais; Foi também aprovada a fixação dos honorários mensais dos membros do Conselho de Administração e dos titulares do Conselho Fiscal excluídos os valores relativos a: gratificação de férias, participação nos lucros e resultados, passagens aéreas, previdência privada complementar e auxílio moradia, bem como custear as despesas de locomoção e estada necessárias ao desempenho da função de conselheiro de administração."
Quem se interessar, pode conferir aqui (páginas 66-67):(http://legis.senado.gov.br/sil-pdf/Plenario/Senado/DocsPlen/Ata/20090623DO103.pdf)ou aquihttp://www2.petrobras.com.br/ri/port/InformacoesAcionistas/pdf/ATA_AGO_08abr09_port.pdf (A íntegra da ATA)ou aquihttp://www.blogalvarodias.com/2009/06/conselheiros-privilegiados/ou aquihttp://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/petrobras-caixa-preta-ata-governo-5684415029264939885/
Tudo certo, claro... tudo certo.... afinal estamos falando de petróleo. Não de homens pobres, sujos e mal educados que povoam inutilmente esse grande e rico país. E são desdentados... pretos....cheios de perébas... e nem sabem falar. E meu Deus.... eles teimam em ter filhos. Pior vez ou outra eles comem.... a bolsa da família. Que horror eles comem!
Sem calunia.... não estou criticando ninguém.
wallacereq@gmail.com
dimanche 5 juillet 2009
Quem é wallacereq@gmail.com?
A foto que você vê mostra o Wallace Req Req também conhecido como G 23. A foto foi tirada nos bastidores do filme " Quatrocentos contra UM".
Acredite se quiser!!!
A foto que estava aqui e mostrava o velho G 23 em companhia do Comandante Geral da Policia Militar do Paraná, foi retirada a pedido do "Comando" e da ABIN ( Associação Brasileira de Imagens Nocivas). Super Homem, Batman, Homem Aranha, Fantasma nunca quizeram revelar suas identidades civis, porém seus autores a revelaram para o mundo. O G23 também não queria revelar sua identidade civil, mas seu autor, por vaidade o revelou ao mundo. Que pena!
O Zé Pelinho, solução para a Amazônia.


O Zé Pelinho é o nome "carinhoso" que o brasileiro da Amazônia Brasileira chama aos Zeppelin, essas aves-peixes que navegarão sobre os céus da Amazônia, levando ciência, segurança, saúde, socorro, comunicação, mercadorias, educação e sustentabilidade.
O "zéppelinho" navega com uma corda solta no ar, o pelinho do Zé, que serve como uma especie de âncora e também para descer e subir homens na floresta densa.

O Zé é suísso, mas a Amazônia é Nossa.
samedi 4 juillet 2009
vendredi 3 juillet 2009
mercredi 1 avril 2009
Ouro no litoral?
Notícias da presença de ouro no litoral paranaense.
Estava almoçando no tradicional “Cantinho de Antonina”, quando o Joaquim, seu proprietário, me falou que possuía uma bateia com a qual um seu tio garimpava ouro em Antonina dez anos atrás, e com sucesso. Lembrei-me de uma seqüência de fatos curiosos. O primeiro diz respeito ao indivíduo chamado “Garimpeiro”, homem estranho que conheci dois anos atrás, e que havia mandado implantar um pequeno diamante em cada um de seus dentes. Ele mantém ativo e produtivo, até hoje, um arraial de garimpo no alto da Serra do Mar. Também é curioso que a maioria dos historiadores econômicos do Paraná cita o “ciclo do ouro” como um dos três primeiros ciclos econômicos de nosso estado. O Ouro foi uma realidade em nosso estado. A recentemente falecida historiadora Cecília Westephalen em Pequena História do Paraná cita: ciclo do ouro; ciclo da criação e comércio de gado; ciclo da erva mate e ciclo da madeira. Nós acrescentaríamos hoje o ciclo do café, da soja, e o incipiente ciclo industrial, mas o que nos interessa é o ciclo do ouro. Mais curioso ainda, e digno de nota, é o testemunho de um antigo funcionário da COPEL que diz ter encontrado ouro nas escavações da usina Capivari Cachoeira, fato desmentido, (maliciosamente ou não) por técnicos da COPEL. Outros fatos bem curiosos dizem respeito a algumas noticias antigas da presença de ouro em nosso litoral que podem ser encontradas em diversos livros. Curiosidades históricas, que passo a relatar.
A primeira noticia vem, do livro “Idade do Ouro no Brasil” de C.R. Boxer, que diz à página 46 “como atividade mais ou menos suplementar, procuravam ouro, prata e esmeraldas, e tinham descoberto as correntes de ouro de aluvião de Paranaguá mais ou menos em 1572”. O texto refere-se aos primeiros paulistas que registraram a presença de ouro no litoral paranaense já no primeiro século da história do Brasil.
Também, é curiosa a presença de paulistas mineiradores oriundos da região de São Vicente e Cananéia que se fixam nas terras paranaenses, mais precisamente na ilha da Cotinga entre 1560 e 80.
Mais curioso ainda é o registro do naufrágio ocorrido na barra do Superagui em 1548, quando o naufrago, o alemão Hans Standen, publica em 1557 as primeiras noticias sobre a baia de Paranaguá e seu primeiro mapa, fazendo referência aos garimpos de aluvião.
Do mesmo modo, a primeira sesmaria concedida em terras paranaenses foi a de Diogo de Unhate, em 1614, e compreendia terras auríferas entre as barras de Ararapira e Superagui. Desse período histórico sabemos: “o comércio de índios era mais lucrativo e menos trabalhoso,... em março de 1629, pela ação dos bandeirantes Antônio Raposo Tavares e Manoel Preto estava destruída a obra de Guairá, os portugueses, todavia, continuavam no litoral paranaense em busca de ouro”.
Em seguida, o cronista Vieira dos Santos faz referência de que Gabriel de Lara já se encontrava no litoral de Paranaguá em 1640. Pois foi esse mesmo Gabriel de Lara que em 27 de novembro manifestou por escrito junto a Câmara Municipal de São Paulo haver descoberto ouro nas encostas da Serra Negra, na região de Guaraqueçaba. A noticia atraiu muita gente, foi quando a Carta Regia de 29 de julho de 1648 elevou a categoria de vila Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá, designando como seu capitão povoador, o mesmo Gabriel de Lara.
Também é certo e documentado que em 1648, o Governador do Rio de Janeiro, tendo noticia do achamento de ouro em Paranaguá, enviou Eleodoro Ébano Pereira para verificar a natureza das descobertas. (Eleodoro que surpreendentemente era descendente de alemães, filho de Eliodorus Eobanus Hessus, que trabalhava com outro “ alemão” chamado Peter Roesel para um “holandês” explorador de açúcar chamado Jaspar Schetz. Peter Roesel é citado por U. Schimidel, como encontrado em São Vicente em 1553, numa época em que Hans Standen era prisioneiro dos tupinambás). Eleodoro confirma as descobertas e verifica a existência de diversas minas e inicia a fundição de ouro em Paranaguá.
“A descoberta de veios auríferos nas encostas da serra acima atraia moradores para a zona de Curitiba. Dispersos pelos pinheirais, campos ou beira dos rios, pouco a pouco se foram aglomerando os primeiros moradores efetivos da região” diz o autor. Neste período é certa a presença serra acima, de arraias de mineiradores de ouro, no Atuba, Arraial Grande, Bom Jesus dos Pinhais, Barigüi e Tindiquera (Araucária).
Muitos são os historiadores que confirmam essas notícias, e é de senso comum que Curitiba teria nascido em torno de um arraial conhecido como Vilinha na região onde hoje se encontra o Atuba. O mesmo Gabriel de Lara, na qualidade de capitão-mor, tomou posse da nova povoação, em 1668, em terras, povoadas por Matheus Leme e Baltazar Carrasco dos Reis, em datas anteriores a 1661. Nascia Curitiba em terras de Espanha.
Diz outro autor: “As distâncias e as dificuldades da viagem teriam levado os mineiradores a se fixarem com suas famílias no litoral de Paranaguá e nos campos de Curitiba constituindo-se diversos arraiais de cata de ouro”.
No livro “História do Paraná” de Pillatti Balhana; Pinheiro Machado; e Cecília Westephalen informam interessantes notícias. Primeiro, o litoral paranaense era cobiçado pelas entradas e bandeiras paulistas e pelos espanhóis “do Rio da Prata”, região de Buenos Aires. A falta de escravos índios no litoral, as cobiçosas investidas contra os territórios espanhóis, a ausência de escravos negros no Sul à época, e as descobertas das minas de Cataguases e Cuiabá somadas ao despreparo de conhecimentos técnicos, teriam sido os principais motivos da queda da exploração de ouro no Paraná. A duração de uma viajada entre São Paulo e os campos de Curitiba levavam 40 dias. Segundo aqueles autores nos final dos anos 1500, num período de domínio espanhol, veio como Governador Geral D. Francisco de Souza que: “deixará fixadas, definitivamente, com ciência perfeita do terreno, duas grandes diretrizes da expansão paulista no século que nascia (XVII): o centro mineiro e a região parano-paraguaia”. Mas com a saída do governador os paulistas premidos pela necessidade empenharam-se mais na caça de índios do que na procura de minas, para o que, alias não tinham nem conhecimento nem experiência.
De qualquer modo, o livro aponta: 1647, “um marinheiro português, ali preso, declarou que os paulistas exploram ouro a sete léguas da vila (São Paulo) em um cerro chamado Ibituruna, e, no porto de Paranaguá, doze léguas ao sul de Cananéia”.
Segue outro relato: “1662: vão tirar esse ouro os moradores de São Paulo e mais vilas circunvizinhas levando 10 a 15 dias, causa de porque são tão poucos os que vão e não muito, o que se tira”.
Todavia em “Geografia Física do Paraná” de Reinhard Maack, um dos grandes geólogos que o Paraná conheceu, profundo estudioso da Serra do Mar e descobridor do Pico do Paraná, homem que, podemos supor com segurança, se não houvesse possibilidades geológicas para encontrarmos ocorrência de ouro no nosso litoral teria desmentido esses “boatos”, mas, pelo contrário diz a pagina 41:” Eram célebres as minas de Paranaguá, que já forneciam ouro a Portugal antes de ter sido descoberto este mineral em Minas Gerais". (citando Vieira dos Santos, Ermelino de Leão e Romário Martins.).
Contradições à parte, outros fatos curiosos: em 1687 Francisco João Leme, filho de um mineiro espanhol que viera com D. Francisco de Souza reivindica para seu pai a descoberta das minas de Paranaguá negando valor às descobertas de Frei João de Granica, as descobertas do capitão Agostinho de Fiqueredo, de Gabriel de Lara e as de Manuel de Lemos (carta de Francisco João Leme ao rei, 1684 Arquivo Português Ultramarino) que não teriam sido propriamente descobridores, mas ensaiadores de ouro. Também há o registro das descobertas de Torales, outro espanhol, no litoral de Paranaguá que foram verificadas pelo administrador Pedro de Souza Pereira que comunicou ao governo em 1654. Registra-se outra carta de Ébano Pereira que conclui pela existência do metal, mas que sua exploração só seria possível se conseguisse mão de obra, isto é, índios e técnicos, o que não havia em Paranaguá (Missivas Arquivo Ultramarino Português). Há ainda o registro do envio de amostras de ouro para o rei de Portugal por parte de Pedro de Souza. Curioso é que sua iniciativa de exploração foi boicotada pelos paulistas. C.R. Boxer como apoio às cartas de Pedro de Souza diz claramente: “e nós temos provas independentes de que Pedro de Souza Pereira mandou para Portugal uma quantia substancial de ouro aluvial, ouro proveniente dos quintos reais (parte que cabe ao rei), pela frota de Francisco Brito Freyre em 1659, e ainda, pela frota de Pedro Jaques de Magalhães em 1657”.
Todavia, surpreendentemente o governador do Rio manda retornar os índios que viviam em Paranaguá para suas aldeias, eliminando a mão de obra das minas (nos conta Vieira dos Santos, Memória Histórica de Paranaguá).
Registram-se ainda as amostras de prata das minas de Paranaguá enviadas pelo capitão-mor de São Vicente, Afonso Furtado, que mandou amostras a Fernão Dias Paes que, nos informa: “de uma libra de pedra de Paranaguá, tirava trinta reis de prata do valor antigo”. (Documentos Históricos Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, serie VI, pág. 282).
Também consta que Frei João de Granica, espanhol, pediu braços para a exploração de ouro, mas o fidalgo espanhol, Rodrigo de Castel Branco, que fora responsável pelas minas do Peru, incumbiu-se de negar tudo, dizendo oficialmente que não havia metal em Paranaguá cancelando assim as pretensões de maiores e sistemáticas explorações na região. ( era a política escondendo uma realidade).
Sobre esse ponto, ou seja, a existência de alguma forma de impedir a extração do ouro em nosso litoral vem elucidar Romário Martins dizendo: “Os de D. Rodrigo de Castelo Branco, (Castel Branco) administrador Régio das Minas do Brasil, que visitou no dito ano as minas do Assungui onde reservou quinhões auríferos “Para sua Alteza Real” e os interditou a exploração por particulares”. É curioso como essas ações aparentemente isoladas, a do governador do Rio, e do administrador das minas, revelam que já havia alguma intenção de paralisar a exploração de ouro no Paraná. É preciso verificar o que vinha acontecendo na história do Brasil nesse período. Havia algo de relativo aos “holandeses”? A presença de ouro, de holandeses e alemães indica presença de hebreus no incipiente Paraná. Como diz um amigo, onde há ouro há hebreus. O curioso é que podemos encontrar fabricantes de rebecas (violinos) no nosso litoral na região de Superagui. Assim como o uso de tamancos (diferente dos tamancos holandeses, mas semelhantes aos de outras nacionalidades, como a portuguesa, por exemplo). Não é só curioso é elucidante. Tema para pesquisa.
Acima, falamos que Curitiba nascia em terras de Espanha. Esse detalhe passa invariavelmente despercebido, pois vigorava a época do descobrimento o tratado de Tordesilhas cuja linha passava a altura da Serra do Mar em direção a Ilha de Santa Catarina situação que só se altera pelo Tratado de Madri em 1750. Assim em terras do Paraná, houve duas Capitanias Hereditárias (1536), a de São Vicente concedida a Martin Afonso de Souza que iniciava na barra de Paranaguá ate Bateias (que tem esse nome dado à mineração do ouro e do diamante) no litoral de São Paulo, e Santa Anna concedida a Pero Lopes de Souza que ia, desde a Barra de Paranaguá, até onde permitia ao sul o Tratado de Tordesilhas. Conquistar essas fronteiras e ampliá-las era mais importante do que se ater ao duro trabalho do garimpo em Paranaguá. Então devemos perguntar: há, houve, ou não houve, enfim, ouro no litoral paranaense? Quem nos dá a resposta, ou a pista, é o próprio C.R. Boxer que diz em seu curioso livro, um livro que tenta justificar poderosas acusações feitas pelos padres vicentinos e jesuítas aos paulistas de então, que as minas, algumas, permaneceram em segredo sem o conhecimento das autoridades, e ficaram em segredo por mais de 100 anos, e outras, podem ter ficado em segredo ate nossos dias. Por outro lado, já existia o contrabando de ouro, que era e é uma constante na nossa história, e havia uma serie de outros interesses, raciais e políticos, para manter oculta tal riqueza no Paraná. As circunstâncias prolongaram os fatos históricos e a memória se perdeu.
“Nossos historiadores mais recentes, pelo contrario, por algum motivo pouco claro, dão como certa a inviabilidade do ouro paranaense, sem maiores questionamentos. Não há ouro, ponto final. Por quê?
Eu pessoalmente me pergunto: Há uma história bíblica (tradição hebraica) que conta sobre um homem que achou um tesouro em um campo, foi vendeu tudo o que tinha, e comprou aquele campo. Prudente o homem.
É por isso que eu ainda me pergunto, qual é o melhor lugar de guardar um tesouro? E respondo: em baixo da terra, em zonas de preservação ambiental, como a Amazônia por exemplo. E não é só ouro, mas prata, chumbo, estanho, ferro, cobre, alumínio, petróleo, gás natural e materiais raros ou radioativos. É no mínimo curioso, ou melhor, é muito esperto.
Finalizando, assisti com muita atenção imagens de um filme realizado pelo Instituto Ambiental do Paraná, no qual, vemos claramente nas águas de um dos rios na região vizinha de Tagaçaba, num dia de sol e sem chuvas nas serras, a água descer turva, barrenta. Levanto como hipóteses: ou estão removendo o leito do rio, em busca de algo, ou estão cavando as barrancas serra acima em busca de metais. Funcionários da Prefeitura de Guaraqueçaba alegam que estão cavando em minas de saibro para a conservação da estrada. É possível. Mas onde há fumaça há fogo. Não custa verificar.
Wallace Requião de Mello e Silva.
22 de Abril dia do Descobrimento do Brasil e da Aviação de Caça.
Estava almoçando no tradicional “Cantinho de Antonina”, quando o Joaquim, seu proprietário, me falou que possuía uma bateia com a qual um seu tio garimpava ouro em Antonina dez anos atrás, e com sucesso. Lembrei-me de uma seqüência de fatos curiosos. O primeiro diz respeito ao indivíduo chamado “Garimpeiro”, homem estranho que conheci dois anos atrás, e que havia mandado implantar um pequeno diamante em cada um de seus dentes. Ele mantém ativo e produtivo, até hoje, um arraial de garimpo no alto da Serra do Mar. Também é curioso que a maioria dos historiadores econômicos do Paraná cita o “ciclo do ouro” como um dos três primeiros ciclos econômicos de nosso estado. O Ouro foi uma realidade em nosso estado. A recentemente falecida historiadora Cecília Westephalen em Pequena História do Paraná cita: ciclo do ouro; ciclo da criação e comércio de gado; ciclo da erva mate e ciclo da madeira. Nós acrescentaríamos hoje o ciclo do café, da soja, e o incipiente ciclo industrial, mas o que nos interessa é o ciclo do ouro. Mais curioso ainda, e digno de nota, é o testemunho de um antigo funcionário da COPEL que diz ter encontrado ouro nas escavações da usina Capivari Cachoeira, fato desmentido, (maliciosamente ou não) por técnicos da COPEL. Outros fatos bem curiosos dizem respeito a algumas noticias antigas da presença de ouro em nosso litoral que podem ser encontradas em diversos livros. Curiosidades históricas, que passo a relatar.
A primeira noticia vem, do livro “Idade do Ouro no Brasil” de C.R. Boxer, que diz à página 46 “como atividade mais ou menos suplementar, procuravam ouro, prata e esmeraldas, e tinham descoberto as correntes de ouro de aluvião de Paranaguá mais ou menos em 1572”. O texto refere-se aos primeiros paulistas que registraram a presença de ouro no litoral paranaense já no primeiro século da história do Brasil.
Também, é curiosa a presença de paulistas mineiradores oriundos da região de São Vicente e Cananéia que se fixam nas terras paranaenses, mais precisamente na ilha da Cotinga entre 1560 e 80.
Mais curioso ainda é o registro do naufrágio ocorrido na barra do Superagui em 1548, quando o naufrago, o alemão Hans Standen, publica em 1557 as primeiras noticias sobre a baia de Paranaguá e seu primeiro mapa, fazendo referência aos garimpos de aluvião.
Do mesmo modo, a primeira sesmaria concedida em terras paranaenses foi a de Diogo de Unhate, em 1614, e compreendia terras auríferas entre as barras de Ararapira e Superagui. Desse período histórico sabemos: “o comércio de índios era mais lucrativo e menos trabalhoso,... em março de 1629, pela ação dos bandeirantes Antônio Raposo Tavares e Manoel Preto estava destruída a obra de Guairá, os portugueses, todavia, continuavam no litoral paranaense em busca de ouro”.
Em seguida, o cronista Vieira dos Santos faz referência de que Gabriel de Lara já se encontrava no litoral de Paranaguá em 1640. Pois foi esse mesmo Gabriel de Lara que em 27 de novembro manifestou por escrito junto a Câmara Municipal de São Paulo haver descoberto ouro nas encostas da Serra Negra, na região de Guaraqueçaba. A noticia atraiu muita gente, foi quando a Carta Regia de 29 de julho de 1648 elevou a categoria de vila Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá, designando como seu capitão povoador, o mesmo Gabriel de Lara.
Também é certo e documentado que em 1648, o Governador do Rio de Janeiro, tendo noticia do achamento de ouro em Paranaguá, enviou Eleodoro Ébano Pereira para verificar a natureza das descobertas. (Eleodoro que surpreendentemente era descendente de alemães, filho de Eliodorus Eobanus Hessus, que trabalhava com outro “ alemão” chamado Peter Roesel para um “holandês” explorador de açúcar chamado Jaspar Schetz. Peter Roesel é citado por U. Schimidel, como encontrado em São Vicente em 1553, numa época em que Hans Standen era prisioneiro dos tupinambás). Eleodoro confirma as descobertas e verifica a existência de diversas minas e inicia a fundição de ouro em Paranaguá.
“A descoberta de veios auríferos nas encostas da serra acima atraia moradores para a zona de Curitiba. Dispersos pelos pinheirais, campos ou beira dos rios, pouco a pouco se foram aglomerando os primeiros moradores efetivos da região” diz o autor. Neste período é certa a presença serra acima, de arraias de mineiradores de ouro, no Atuba, Arraial Grande, Bom Jesus dos Pinhais, Barigüi e Tindiquera (Araucária).
Muitos são os historiadores que confirmam essas notícias, e é de senso comum que Curitiba teria nascido em torno de um arraial conhecido como Vilinha na região onde hoje se encontra o Atuba. O mesmo Gabriel de Lara, na qualidade de capitão-mor, tomou posse da nova povoação, em 1668, em terras, povoadas por Matheus Leme e Baltazar Carrasco dos Reis, em datas anteriores a 1661. Nascia Curitiba em terras de Espanha.
Diz outro autor: “As distâncias e as dificuldades da viagem teriam levado os mineiradores a se fixarem com suas famílias no litoral de Paranaguá e nos campos de Curitiba constituindo-se diversos arraiais de cata de ouro”.
No livro “História do Paraná” de Pillatti Balhana; Pinheiro Machado; e Cecília Westephalen informam interessantes notícias. Primeiro, o litoral paranaense era cobiçado pelas entradas e bandeiras paulistas e pelos espanhóis “do Rio da Prata”, região de Buenos Aires. A falta de escravos índios no litoral, as cobiçosas investidas contra os territórios espanhóis, a ausência de escravos negros no Sul à época, e as descobertas das minas de Cataguases e Cuiabá somadas ao despreparo de conhecimentos técnicos, teriam sido os principais motivos da queda da exploração de ouro no Paraná. A duração de uma viajada entre São Paulo e os campos de Curitiba levavam 40 dias. Segundo aqueles autores nos final dos anos 1500, num período de domínio espanhol, veio como Governador Geral D. Francisco de Souza que: “deixará fixadas, definitivamente, com ciência perfeita do terreno, duas grandes diretrizes da expansão paulista no século que nascia (XVII): o centro mineiro e a região parano-paraguaia”. Mas com a saída do governador os paulistas premidos pela necessidade empenharam-se mais na caça de índios do que na procura de minas, para o que, alias não tinham nem conhecimento nem experiência.
De qualquer modo, o livro aponta: 1647, “um marinheiro português, ali preso, declarou que os paulistas exploram ouro a sete léguas da vila (São Paulo) em um cerro chamado Ibituruna, e, no porto de Paranaguá, doze léguas ao sul de Cananéia”.
Segue outro relato: “1662: vão tirar esse ouro os moradores de São Paulo e mais vilas circunvizinhas levando 10 a 15 dias, causa de porque são tão poucos os que vão e não muito, o que se tira”.
Todavia em “Geografia Física do Paraná” de Reinhard Maack, um dos grandes geólogos que o Paraná conheceu, profundo estudioso da Serra do Mar e descobridor do Pico do Paraná, homem que, podemos supor com segurança, se não houvesse possibilidades geológicas para encontrarmos ocorrência de ouro no nosso litoral teria desmentido esses “boatos”, mas, pelo contrário diz a pagina 41:” Eram célebres as minas de Paranaguá, que já forneciam ouro a Portugal antes de ter sido descoberto este mineral em Minas Gerais". (citando Vieira dos Santos, Ermelino de Leão e Romário Martins.).
Contradições à parte, outros fatos curiosos: em 1687 Francisco João Leme, filho de um mineiro espanhol que viera com D. Francisco de Souza reivindica para seu pai a descoberta das minas de Paranaguá negando valor às descobertas de Frei João de Granica, as descobertas do capitão Agostinho de Fiqueredo, de Gabriel de Lara e as de Manuel de Lemos (carta de Francisco João Leme ao rei, 1684 Arquivo Português Ultramarino) que não teriam sido propriamente descobridores, mas ensaiadores de ouro. Também há o registro das descobertas de Torales, outro espanhol, no litoral de Paranaguá que foram verificadas pelo administrador Pedro de Souza Pereira que comunicou ao governo em 1654. Registra-se outra carta de Ébano Pereira que conclui pela existência do metal, mas que sua exploração só seria possível se conseguisse mão de obra, isto é, índios e técnicos, o que não havia em Paranaguá (Missivas Arquivo Ultramarino Português). Há ainda o registro do envio de amostras de ouro para o rei de Portugal por parte de Pedro de Souza. Curioso é que sua iniciativa de exploração foi boicotada pelos paulistas. C.R. Boxer como apoio às cartas de Pedro de Souza diz claramente: “e nós temos provas independentes de que Pedro de Souza Pereira mandou para Portugal uma quantia substancial de ouro aluvial, ouro proveniente dos quintos reais (parte que cabe ao rei), pela frota de Francisco Brito Freyre em 1659, e ainda, pela frota de Pedro Jaques de Magalhães em 1657”.
Todavia, surpreendentemente o governador do Rio manda retornar os índios que viviam em Paranaguá para suas aldeias, eliminando a mão de obra das minas (nos conta Vieira dos Santos, Memória Histórica de Paranaguá).
Registram-se ainda as amostras de prata das minas de Paranaguá enviadas pelo capitão-mor de São Vicente, Afonso Furtado, que mandou amostras a Fernão Dias Paes que, nos informa: “de uma libra de pedra de Paranaguá, tirava trinta reis de prata do valor antigo”. (Documentos Históricos Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, serie VI, pág. 282).
Também consta que Frei João de Granica, espanhol, pediu braços para a exploração de ouro, mas o fidalgo espanhol, Rodrigo de Castel Branco, que fora responsável pelas minas do Peru, incumbiu-se de negar tudo, dizendo oficialmente que não havia metal em Paranaguá cancelando assim as pretensões de maiores e sistemáticas explorações na região. ( era a política escondendo uma realidade).
Sobre esse ponto, ou seja, a existência de alguma forma de impedir a extração do ouro em nosso litoral vem elucidar Romário Martins dizendo: “Os de D. Rodrigo de Castelo Branco, (Castel Branco) administrador Régio das Minas do Brasil, que visitou no dito ano as minas do Assungui onde reservou quinhões auríferos “Para sua Alteza Real” e os interditou a exploração por particulares”. É curioso como essas ações aparentemente isoladas, a do governador do Rio, e do administrador das minas, revelam que já havia alguma intenção de paralisar a exploração de ouro no Paraná. É preciso verificar o que vinha acontecendo na história do Brasil nesse período. Havia algo de relativo aos “holandeses”? A presença de ouro, de holandeses e alemães indica presença de hebreus no incipiente Paraná. Como diz um amigo, onde há ouro há hebreus. O curioso é que podemos encontrar fabricantes de rebecas (violinos) no nosso litoral na região de Superagui. Assim como o uso de tamancos (diferente dos tamancos holandeses, mas semelhantes aos de outras nacionalidades, como a portuguesa, por exemplo). Não é só curioso é elucidante. Tema para pesquisa.
Acima, falamos que Curitiba nascia em terras de Espanha. Esse detalhe passa invariavelmente despercebido, pois vigorava a época do descobrimento o tratado de Tordesilhas cuja linha passava a altura da Serra do Mar em direção a Ilha de Santa Catarina situação que só se altera pelo Tratado de Madri em 1750. Assim em terras do Paraná, houve duas Capitanias Hereditárias (1536), a de São Vicente concedida a Martin Afonso de Souza que iniciava na barra de Paranaguá ate Bateias (que tem esse nome dado à mineração do ouro e do diamante) no litoral de São Paulo, e Santa Anna concedida a Pero Lopes de Souza que ia, desde a Barra de Paranaguá, até onde permitia ao sul o Tratado de Tordesilhas. Conquistar essas fronteiras e ampliá-las era mais importante do que se ater ao duro trabalho do garimpo em Paranaguá. Então devemos perguntar: há, houve, ou não houve, enfim, ouro no litoral paranaense? Quem nos dá a resposta, ou a pista, é o próprio C.R. Boxer que diz em seu curioso livro, um livro que tenta justificar poderosas acusações feitas pelos padres vicentinos e jesuítas aos paulistas de então, que as minas, algumas, permaneceram em segredo sem o conhecimento das autoridades, e ficaram em segredo por mais de 100 anos, e outras, podem ter ficado em segredo ate nossos dias. Por outro lado, já existia o contrabando de ouro, que era e é uma constante na nossa história, e havia uma serie de outros interesses, raciais e políticos, para manter oculta tal riqueza no Paraná. As circunstâncias prolongaram os fatos históricos e a memória se perdeu.
“Nossos historiadores mais recentes, pelo contrario, por algum motivo pouco claro, dão como certa a inviabilidade do ouro paranaense, sem maiores questionamentos. Não há ouro, ponto final. Por quê?
Eu pessoalmente me pergunto: Há uma história bíblica (tradição hebraica) que conta sobre um homem que achou um tesouro em um campo, foi vendeu tudo o que tinha, e comprou aquele campo. Prudente o homem.
É por isso que eu ainda me pergunto, qual é o melhor lugar de guardar um tesouro? E respondo: em baixo da terra, em zonas de preservação ambiental, como a Amazônia por exemplo. E não é só ouro, mas prata, chumbo, estanho, ferro, cobre, alumínio, petróleo, gás natural e materiais raros ou radioativos. É no mínimo curioso, ou melhor, é muito esperto.
Finalizando, assisti com muita atenção imagens de um filme realizado pelo Instituto Ambiental do Paraná, no qual, vemos claramente nas águas de um dos rios na região vizinha de Tagaçaba, num dia de sol e sem chuvas nas serras, a água descer turva, barrenta. Levanto como hipóteses: ou estão removendo o leito do rio, em busca de algo, ou estão cavando as barrancas serra acima em busca de metais. Funcionários da Prefeitura de Guaraqueçaba alegam que estão cavando em minas de saibro para a conservação da estrada. É possível. Mas onde há fumaça há fogo. Não custa verificar.
Wallace Requião de Mello e Silva.
22 de Abril dia do Descobrimento do Brasil e da Aviação de Caça.
vendredi 27 mars 2009
Pulso.
Pulso Fraco versus pulso forte.
Escrevo este artigo apenas como uma curiosidade.
Talvez escreva noutra hipótese, para estimular uma futura técnica de diagnóstico, quiçá até uma fisioterapia infantil e uma psicoterapia infantil.
Lembro-me agora, sem precisão, de uma afirmação de Aldous Huxley em um dos seus livros, "A Ilha" ou em "As Portas da Percepção" ou em algum outro livro deste mesmo autor ( Demian, por exemplo), onde, com lucidez, e senso de observação, ele chamava atenção para a necessidade de se radiografar o pulso das crianças recém nascidas a fim de se diagnosticar, entre muitas, aquelas que viriam a ser o que ele chamava de indivíduos Peter Pã.
Para ele, estes "Peter Pãs" seriam indivíduos que viveriam uma "eterna" adolescência, resolvendo seus problemas no campo da fantasia, sem muita objetividade, sem muito senso do real.
Aldous Huxley não disse, mas eu chamo atenção para a figura que se contrapõe ao Peter Pã, coincidentemente o Capitão Gancho, que também tem o antebraço secionado à altura do pulso, onde, tem em substituição à mão, um gancho e faz um tipo perverso e perseverante.
Como todo pirata- símbolo é dono de um olho só.
Ter um olho só, quem sabe, é outro símbolo atávico, escondido na noite dos tempos, que também encontramos na mitologia grega.
Ali, os homens de um olho só são conhecidos como "Ciclopes", e são indivíduos dotados de certa brutalidade e radicalidade das ações justamente por serem dotados de um único olho, e como conseqüência, de um só ponto de vista. Hipótese pisicológica interessante.
Homens de uma so interpretação.
Posto isto, podemos lembrar aqui, que a pré-ciência popular atribui, talvez sabiamente, à expressão "UM HOMEM DE PULSO", a todo indivíduo de qualidade resoluta, dotado de significativa manifestação da firmeza da vontade, do senso pratico, do realismo. Assim também chamamos popularmente a estes tipos humanos de “homens de garra".
Pelo contrário, e no mesmo sentido, todos sabemos o que queremos dizer quando nomeamos alguém como “desmunhecado” (portador de munheca desconjuntada), ou “um mão leviana”, ou” um mão frouxa", ou ainda um "mão boba".
Para Huxley, o Peter Pã era um indivíduo que tinha dificuldade em crescer. Tinha dificuldade de enfrentar a dor de ver-se "solitário" em seu "ego" em processo de amadurecimento, agora já bem individualizado, na consciência de sua alma única, na sua personalidade completa, na sua total responsabilidade sobre si mesmo.
Era assim este Peter (Peter, petrus, pedra) um "Petrus" Pã, ou seja, uma pedra-homem imaturo, um tijolo social com tendência ao Pã, ao fundir-se no"todo", um tijolo que quer ser parede, um portador de orgulho, genético ou de origem infantil, adquirido na provável ausência de frustrações.
Uma personalidade tendente à omnipotência infantil, (omni = todos+ potência). Uma personalidade sempre tendente ao Nirvana (nirvana é palavra hindu que quer dizer "nada", um nada que é o tudo, um nada que é encontrado, segundo o Yogue Ramacharaca, pela anulação do "eu", anulação de nossa vontade, de nossa mente diferenciada conhecida como Maia). Assim um Peter Pã é um indivíduo tendente a fundir-se no tudo e ser tudo, negando-se ao processo de individuação, horrorizado pela visão de sua própria pequenez. Vive e apega-se a onipotencia infantil. É interessante notar, como mais uma curiosidade, que cada vez que Peter Pã ouvia o seu "Sininho" ( alerta) fazia uso do "pó" de pirimpimpim que o fazia voar em um mundo de fantasia.
Quero lembrar ainda que Pã seja um demônio mitológico, ou como querem alguns, um deus menor, um deus de pastores que sopra (no sentido do respirar) a flauta que leva o seu nome... e tem pés bífidos como o dos bodes, símbolo do papel sexual mal resolvido ( bi-fido= bi, partido). Simples curiosidade.
Afora isto, tenho notado, no exercício da psicologia aplicada, sem poder quantificar, que é comum entre os alcoólatras e os viciados em drogas, encontrarem-se indivíduos portadores de "pulso fraco", munhecas frouxas, desmunhecados, tanto no sentido psicológico como no físico, donde, talvez, poderíamos, até, estabelecer uma hipótese relacional, um paradigma entre o fenômeno físico e psicológico característico dos tipos tendente à adição. (ver Eduardo Calinas em Droga-adição).
Ora, o ébrio, sempre me pareceu, nada mais, nada menos, do que o indivíduo que quer fundir-se, submergir-se (embriagar-se), esquecer-se de si, de seus limites, de sua ineficiência, de suas dores. Quer voltar à mãe num sentido bem amplo (aqui também, no sentido físico, tanto como no simbólico). Quer ser bebê, ou mal comparando quer beber, saciar-se numa oralidade fixa e circular, numa respiração angustiada e suspensa, numa necessidade de seio e colo, onde a vontade, e a vergonha, não lhe pertencem. Ou, noutro sentido, o ebrio quer "respirar", ou "inspirar" (no sentido do respirar profundo) o "todo", inspirar ou introjctar o todo (ver José Ângelo Gaiarça em A Estatua e a Bailarina). Voltar à mãe (terra ou cósmica) que é, num sentido bem amplo, o mesmo que voltar ao Pã (pã-noramico sentido de não ser limitado), ao Nirvana, ao nada, ao tudo, e fundir-se por não agüentar a dor de ser... E ser único.
Um ser absolutamente responsável per si mesmo e pelo seu porvir (ver Frederick Pearls em "Gestalt Therapy Verbatim") é o ser amadurecido.
Enche a cara, o ebrio, porque se apavora com o vazio de sua pequenez individual ( cara pequena, vazia). Por não agüentar a responsabilidade de Ser e a conseqüência de Ser. O vicio, todo vicio, é o oposto da virtude. Aos viciados faltam-lhes assim, quase sempre, o amadurecido sentido religioso e moral (o religare = ligar-se de novo, o que só é possível depois de desligar-se da onipotência infantil, na individualidade plena). E,
Moral porquê lhe falta pulso nas questões envolvendo responsabilidade. Falta-lhes assim o sentido da consciência mística e real da "Segunda Pessoa na Santíssima Trindade". Ou seja, o Deus que se fez limite, mara amadurecer os homens. Desconhece o Deus objetivo, pessoa e indivíduo, humano e divino, feito carne, e padecente.
Fico pensando com meus botões, e proponho aos colegas terapeutas médicos, aos psicoterapeutas ou aos fisioterapeutas infantis, e aos professores de educação física, principalmente a estes últimos, que, invariavelmente, desenvolvem fina sensibilidade para detectarem estas características anômalas nos jovens "dependentes", ( dependentes em amplo sentido, dos pais, dos amigos, das drogas) que ponham atenção ao fato, e proponho a desenvolverem um tipo de teste e uma medida do pulso infantil, e é claro uma estratégia terapêutica e uma pedagogia fortalecedora da vontade.
Intuo “que aí tem", como se diz.
Pergunto? Haveria mesmo esta relação?
Ela é demonstrável e mensurável?
Poder-se-ia estabelecer experimentalmente um paradigma psicológico desta intuição sobre o fenômeno "pulso fraco"?
Haveria uma característica anatômica, óssea, ou de tonus muscular, capaz de denunciar indivíduos propensos ao vício; ou estabelecer relações com a pisicologia tão característica destes indivíduos impossibilitados de viverem a própria maturidade e responsabilidade?
De qualquer modo é hipótese diagnostica muito interessante.
Por outro lado nós cristãos sabemos o que significa no sentido religioso "impor as mãos". Ora, pode-se dizer que, num sentido bem pouco restrito, impor as mãos é o mesmo que escolher, acolher, curar, construir, mudar, apoiar, apontar.
Então, se alguém ficou interessado pelo tema, "imponha" mãos à obra, e com pulso firme. As dificuldades surgirão, e lembrem-se: mãos e pulsos fracos, oralidade forte, seguida de irritação e agressividade, moralidade relaxada, seguida de dependência quase viciosa de sexualidade catártica; e, acrescida de episódios de pavor injustificado, e problemas respiratórios... Indicam "ego" tendente à desestruturação. ( tendência não é fato consumado).
Wallace Requião de Mello e Silva
Psicõlogo Texto de 1997
Escrevo este artigo apenas como uma curiosidade.
Talvez escreva noutra hipótese, para estimular uma futura técnica de diagnóstico, quiçá até uma fisioterapia infantil e uma psicoterapia infantil.
Lembro-me agora, sem precisão, de uma afirmação de Aldous Huxley em um dos seus livros, "A Ilha" ou em "As Portas da Percepção" ou em algum outro livro deste mesmo autor ( Demian, por exemplo), onde, com lucidez, e senso de observação, ele chamava atenção para a necessidade de se radiografar o pulso das crianças recém nascidas a fim de se diagnosticar, entre muitas, aquelas que viriam a ser o que ele chamava de indivíduos Peter Pã.
Para ele, estes "Peter Pãs" seriam indivíduos que viveriam uma "eterna" adolescência, resolvendo seus problemas no campo da fantasia, sem muita objetividade, sem muito senso do real.
Aldous Huxley não disse, mas eu chamo atenção para a figura que se contrapõe ao Peter Pã, coincidentemente o Capitão Gancho, que também tem o antebraço secionado à altura do pulso, onde, tem em substituição à mão, um gancho e faz um tipo perverso e perseverante.
Como todo pirata- símbolo é dono de um olho só.
Ter um olho só, quem sabe, é outro símbolo atávico, escondido na noite dos tempos, que também encontramos na mitologia grega.
Ali, os homens de um olho só são conhecidos como "Ciclopes", e são indivíduos dotados de certa brutalidade e radicalidade das ações justamente por serem dotados de um único olho, e como conseqüência, de um só ponto de vista. Hipótese pisicológica interessante.
Homens de uma so interpretação.
Posto isto, podemos lembrar aqui, que a pré-ciência popular atribui, talvez sabiamente, à expressão "UM HOMEM DE PULSO", a todo indivíduo de qualidade resoluta, dotado de significativa manifestação da firmeza da vontade, do senso pratico, do realismo. Assim também chamamos popularmente a estes tipos humanos de “homens de garra".
Pelo contrário, e no mesmo sentido, todos sabemos o que queremos dizer quando nomeamos alguém como “desmunhecado” (portador de munheca desconjuntada), ou “um mão leviana”, ou” um mão frouxa", ou ainda um "mão boba".
Para Huxley, o Peter Pã era um indivíduo que tinha dificuldade em crescer. Tinha dificuldade de enfrentar a dor de ver-se "solitário" em seu "ego" em processo de amadurecimento, agora já bem individualizado, na consciência de sua alma única, na sua personalidade completa, na sua total responsabilidade sobre si mesmo.
Era assim este Peter (Peter, petrus, pedra) um "Petrus" Pã, ou seja, uma pedra-homem imaturo, um tijolo social com tendência ao Pã, ao fundir-se no"todo", um tijolo que quer ser parede, um portador de orgulho, genético ou de origem infantil, adquirido na provável ausência de frustrações.
Uma personalidade tendente à omnipotência infantil, (omni = todos+ potência). Uma personalidade sempre tendente ao Nirvana (nirvana é palavra hindu que quer dizer "nada", um nada que é o tudo, um nada que é encontrado, segundo o Yogue Ramacharaca, pela anulação do "eu", anulação de nossa vontade, de nossa mente diferenciada conhecida como Maia). Assim um Peter Pã é um indivíduo tendente a fundir-se no tudo e ser tudo, negando-se ao processo de individuação, horrorizado pela visão de sua própria pequenez. Vive e apega-se a onipotencia infantil. É interessante notar, como mais uma curiosidade, que cada vez que Peter Pã ouvia o seu "Sininho" ( alerta) fazia uso do "pó" de pirimpimpim que o fazia voar em um mundo de fantasia.
Quero lembrar ainda que Pã seja um demônio mitológico, ou como querem alguns, um deus menor, um deus de pastores que sopra (no sentido do respirar) a flauta que leva o seu nome... e tem pés bífidos como o dos bodes, símbolo do papel sexual mal resolvido ( bi-fido= bi, partido). Simples curiosidade.
Afora isto, tenho notado, no exercício da psicologia aplicada, sem poder quantificar, que é comum entre os alcoólatras e os viciados em drogas, encontrarem-se indivíduos portadores de "pulso fraco", munhecas frouxas, desmunhecados, tanto no sentido psicológico como no físico, donde, talvez, poderíamos, até, estabelecer uma hipótese relacional, um paradigma entre o fenômeno físico e psicológico característico dos tipos tendente à adição. (ver Eduardo Calinas em Droga-adição).
Ora, o ébrio, sempre me pareceu, nada mais, nada menos, do que o indivíduo que quer fundir-se, submergir-se (embriagar-se), esquecer-se de si, de seus limites, de sua ineficiência, de suas dores. Quer voltar à mãe num sentido bem amplo (aqui também, no sentido físico, tanto como no simbólico). Quer ser bebê, ou mal comparando quer beber, saciar-se numa oralidade fixa e circular, numa respiração angustiada e suspensa, numa necessidade de seio e colo, onde a vontade, e a vergonha, não lhe pertencem. Ou, noutro sentido, o ebrio quer "respirar", ou "inspirar" (no sentido do respirar profundo) o "todo", inspirar ou introjctar o todo (ver José Ângelo Gaiarça em A Estatua e a Bailarina). Voltar à mãe (terra ou cósmica) que é, num sentido bem amplo, o mesmo que voltar ao Pã (pã-noramico sentido de não ser limitado), ao Nirvana, ao nada, ao tudo, e fundir-se por não agüentar a dor de ser... E ser único.
Um ser absolutamente responsável per si mesmo e pelo seu porvir (ver Frederick Pearls em "Gestalt Therapy Verbatim") é o ser amadurecido.
Enche a cara, o ebrio, porque se apavora com o vazio de sua pequenez individual ( cara pequena, vazia). Por não agüentar a responsabilidade de Ser e a conseqüência de Ser. O vicio, todo vicio, é o oposto da virtude. Aos viciados faltam-lhes assim, quase sempre, o amadurecido sentido religioso e moral (o religare = ligar-se de novo, o que só é possível depois de desligar-se da onipotência infantil, na individualidade plena). E,
Moral porquê lhe falta pulso nas questões envolvendo responsabilidade. Falta-lhes assim o sentido da consciência mística e real da "Segunda Pessoa na Santíssima Trindade". Ou seja, o Deus que se fez limite, mara amadurecer os homens. Desconhece o Deus objetivo, pessoa e indivíduo, humano e divino, feito carne, e padecente.
Fico pensando com meus botões, e proponho aos colegas terapeutas médicos, aos psicoterapeutas ou aos fisioterapeutas infantis, e aos professores de educação física, principalmente a estes últimos, que, invariavelmente, desenvolvem fina sensibilidade para detectarem estas características anômalas nos jovens "dependentes", ( dependentes em amplo sentido, dos pais, dos amigos, das drogas) que ponham atenção ao fato, e proponho a desenvolverem um tipo de teste e uma medida do pulso infantil, e é claro uma estratégia terapêutica e uma pedagogia fortalecedora da vontade.
Intuo “que aí tem", como se diz.
Pergunto? Haveria mesmo esta relação?
Ela é demonstrável e mensurável?
Poder-se-ia estabelecer experimentalmente um paradigma psicológico desta intuição sobre o fenômeno "pulso fraco"?
Haveria uma característica anatômica, óssea, ou de tonus muscular, capaz de denunciar indivíduos propensos ao vício; ou estabelecer relações com a pisicologia tão característica destes indivíduos impossibilitados de viverem a própria maturidade e responsabilidade?
De qualquer modo é hipótese diagnostica muito interessante.
Por outro lado nós cristãos sabemos o que significa no sentido religioso "impor as mãos". Ora, pode-se dizer que, num sentido bem pouco restrito, impor as mãos é o mesmo que escolher, acolher, curar, construir, mudar, apoiar, apontar.
Então, se alguém ficou interessado pelo tema, "imponha" mãos à obra, e com pulso firme. As dificuldades surgirão, e lembrem-se: mãos e pulsos fracos, oralidade forte, seguida de irritação e agressividade, moralidade relaxada, seguida de dependência quase viciosa de sexualidade catártica; e, acrescida de episódios de pavor injustificado, e problemas respiratórios... Indicam "ego" tendente à desestruturação. ( tendência não é fato consumado).
Wallace Requião de Mello e Silva
Psicõlogo Texto de 1997
mercredi 11 mars 2009
Falem mal falem bem falem de mim.
JUDEUS.
Gente boa aquela que o nobre judeu da linhagem de David, Jesus Cristo, libertou dos grilhões do sectarismo. Cedo, muito cedo outros judeus, aos milhares, entenderam-lhe o propósito e apressaram-se em segui-lo.
Pedro, Paulo, Tiago, André, Felipe, todos semitas ouviram com ouvidos atentos os lúcidos cantos da "Nova Aliança", o rompimento dos grilhões de um passado sectário e racista cujo elo e herança rompe-se em Maria Virgem abrindo para todos os homens e povos a história da salvação.
Em Maria semita virgem, Deus fez-se homem, carne. Cristo eleison. Jesus rei dos Judeus.
Boa gente estes semitas, descendentes uns da tribo de Judá, outros das tribos de Israel, corre-lhes nas veias tal sutil sangue, onde eu por desígnios mais altos, fui colher, como fruto do amor e paixão, um filho de sobrenome Salomon (família de judeus franceses, cujo nome de família este bem expresso na lista de Schindler). Mas não é também verdade que este velho judeu, Alberto Salomon, bisavô de meu filho por linha materna, foi "proscrito" pela colônia por ter se casado com a cristã francesa da família Gineste?
Anti-semita eu não sou. Sou cristão católico. Comungo do sangue do Cordeiro Imolado, a carne e o sangue do filho de Maria, a virgem de David.
Minha família é anti-semita? Não. Prova esta em que meu parente Roberto Requião, em primeiras núpcias uniu-se a Jaqueline Saporta (judia sefardita)... E dos laços do amor na carne tiveram um filho. Não é então verdade que corre o sangue semita nas veias do jovem Carlos Felipe Requião?
Mas há outros semitas, dentre os descendentes de Abraão, dentre os preferidos de Jacob, cujos gritos ecoam na eternidade pedindo por Barrabás em detrimento de Cristo. Não entenderam a liberdade proposta pelo cristianismo, sentiram-se fora dos grilhões como ostras fora da casca e preferiram o sectarismo racial, a loucura de uma eleição tirânica de um "apartheid" espiritual e se fizeram seguidores de um auto isolamento quanto a evidência da verdade.
Negando a luz de Cristo guiam-se às apalpadelas, tateando no escuro de sua espiritualidade o que os torna pegajosos, peçonhentos e intriguentos, comunicando-se aos sibilos, habituados à escuridão, movem-se como víboras.
Quanto a estes semitas que se autodenominam "santos", eleitos, escolhidos, pode-se dizer, sem medo de errar, que formam o povo mais sectário e racista do planeta. Digo isto sem exagero e como pessoa que privou de suas intimidades. Povo de dura cerviz como bem diz o Evangelho.
Mas a caridade é mandamento cristão.
Eu me pergunto como ajudar estes "santos" cujo verdadeiro interesse resume-se em conquistar o mundo, em acumular dinheiro e prestígio, nem sempre por meios lícitos diante da moral cristã? Que discurso viciado propagam desde o exílio no Egito aos guetos de New York?
Perseguidores se dizem perseguidos.
Sectários se dizem liberais.
Sim, podemos ajudá-los. Basta tirá-los das posições que ocupam com "tantos sofrimentos e perseguições"e deixá-los ocupar estas humildes posições que nós (os perseguidores cristãos de todas as raças) ocupamos nas correlações de força do capitalismo internacional, ou, como nos indica Moreno, neste psicodrama da vida, se assim o exigem os judeus eleitos, com eles devemos contracenar. Dar-lhes no tema o fundo, o palco. Se, consideram-se os mentores da espiritualidade universal, mestres, ortodoxos no crime contra o Justo Jesus, livremente enclausurados no seu sonho de conquista, sectários e racistas, assim devemos entendê-los e admiti-los.
Ajudá-los, é, como já disse, contracenar. Afastá-los de cargos de importância junto às rádios, TVs, revistas, livros e jornais de modo que estes "santos" não caiam na tentação do proselitismo. Aliviá-los da dura carga das labutas mundanas afastando-os por caridade das instituições financeiras e bancárias. Livrá-los do mundano "métier" do comércio de modo a liberá-los para suas freqüentes lamentações e orações. Assim, melhor, muito melhor, poderão esperar a vinda do "messias libertador" no "Independence Day".
Só assim, libertos de seus afazeres mundanos, poderão os desterrados voltar para a "terra prometida" sem a resistência dos palestinos. Então já não viverão no escuro, mas a luz do dia, sem escaramuças, se dirão semitas, judeus como Cristo Jesus. Mas até que isto aconteça devem continuar amargando a maldição que chamaram sobre si com suas próprias bocas: "Que o sangue deste justo caia sobre as nossas cabeças e a de nossos filhos". Queremos Barrabás, gritavam. A escolha foi deles não nossa.
Que fazer? Afinal, posso responder plagiando o filme Independence Day quando em resposta ao Chefe de Segurança dos EUA o ator declara não ser judeu, um judeu lhe responde: ninguém é perfeito.
OBS: Para quem não sabe, Schindler era um empresário católico que acobertou e protegeu judeus durante a segunda guerra.
Wallace Requião de Mello e Silva.
Gente boa aquela que o nobre judeu da linhagem de David, Jesus Cristo, libertou dos grilhões do sectarismo. Cedo, muito cedo outros judeus, aos milhares, entenderam-lhe o propósito e apressaram-se em segui-lo.
Pedro, Paulo, Tiago, André, Felipe, todos semitas ouviram com ouvidos atentos os lúcidos cantos da "Nova Aliança", o rompimento dos grilhões de um passado sectário e racista cujo elo e herança rompe-se em Maria Virgem abrindo para todos os homens e povos a história da salvação.
Em Maria semita virgem, Deus fez-se homem, carne. Cristo eleison. Jesus rei dos Judeus.
Boa gente estes semitas, descendentes uns da tribo de Judá, outros das tribos de Israel, corre-lhes nas veias tal sutil sangue, onde eu por desígnios mais altos, fui colher, como fruto do amor e paixão, um filho de sobrenome Salomon (família de judeus franceses, cujo nome de família este bem expresso na lista de Schindler). Mas não é também verdade que este velho judeu, Alberto Salomon, bisavô de meu filho por linha materna, foi "proscrito" pela colônia por ter se casado com a cristã francesa da família Gineste?
Anti-semita eu não sou. Sou cristão católico. Comungo do sangue do Cordeiro Imolado, a carne e o sangue do filho de Maria, a virgem de David.
Minha família é anti-semita? Não. Prova esta em que meu parente Roberto Requião, em primeiras núpcias uniu-se a Jaqueline Saporta (judia sefardita)... E dos laços do amor na carne tiveram um filho. Não é então verdade que corre o sangue semita nas veias do jovem Carlos Felipe Requião?
Mas há outros semitas, dentre os descendentes de Abraão, dentre os preferidos de Jacob, cujos gritos ecoam na eternidade pedindo por Barrabás em detrimento de Cristo. Não entenderam a liberdade proposta pelo cristianismo, sentiram-se fora dos grilhões como ostras fora da casca e preferiram o sectarismo racial, a loucura de uma eleição tirânica de um "apartheid" espiritual e se fizeram seguidores de um auto isolamento quanto a evidência da verdade.
Negando a luz de Cristo guiam-se às apalpadelas, tateando no escuro de sua espiritualidade o que os torna pegajosos, peçonhentos e intriguentos, comunicando-se aos sibilos, habituados à escuridão, movem-se como víboras.
Quanto a estes semitas que se autodenominam "santos", eleitos, escolhidos, pode-se dizer, sem medo de errar, que formam o povo mais sectário e racista do planeta. Digo isto sem exagero e como pessoa que privou de suas intimidades. Povo de dura cerviz como bem diz o Evangelho.
Mas a caridade é mandamento cristão.
Eu me pergunto como ajudar estes "santos" cujo verdadeiro interesse resume-se em conquistar o mundo, em acumular dinheiro e prestígio, nem sempre por meios lícitos diante da moral cristã? Que discurso viciado propagam desde o exílio no Egito aos guetos de New York?
Perseguidores se dizem perseguidos.
Sectários se dizem liberais.
Sim, podemos ajudá-los. Basta tirá-los das posições que ocupam com "tantos sofrimentos e perseguições"e deixá-los ocupar estas humildes posições que nós (os perseguidores cristãos de todas as raças) ocupamos nas correlações de força do capitalismo internacional, ou, como nos indica Moreno, neste psicodrama da vida, se assim o exigem os judeus eleitos, com eles devemos contracenar. Dar-lhes no tema o fundo, o palco. Se, consideram-se os mentores da espiritualidade universal, mestres, ortodoxos no crime contra o Justo Jesus, livremente enclausurados no seu sonho de conquista, sectários e racistas, assim devemos entendê-los e admiti-los.
Ajudá-los, é, como já disse, contracenar. Afastá-los de cargos de importância junto às rádios, TVs, revistas, livros e jornais de modo que estes "santos" não caiam na tentação do proselitismo. Aliviá-los da dura carga das labutas mundanas afastando-os por caridade das instituições financeiras e bancárias. Livrá-los do mundano "métier" do comércio de modo a liberá-los para suas freqüentes lamentações e orações. Assim, melhor, muito melhor, poderão esperar a vinda do "messias libertador" no "Independence Day".
Só assim, libertos de seus afazeres mundanos, poderão os desterrados voltar para a "terra prometida" sem a resistência dos palestinos. Então já não viverão no escuro, mas a luz do dia, sem escaramuças, se dirão semitas, judeus como Cristo Jesus. Mas até que isto aconteça devem continuar amargando a maldição que chamaram sobre si com suas próprias bocas: "Que o sangue deste justo caia sobre as nossas cabeças e a de nossos filhos". Queremos Barrabás, gritavam. A escolha foi deles não nossa.
Que fazer? Afinal, posso responder plagiando o filme Independence Day quando em resposta ao Chefe de Segurança dos EUA o ator declara não ser judeu, um judeu lhe responde: ninguém é perfeito.
OBS: Para quem não sabe, Schindler era um empresário católico que acobertou e protegeu judeus durante a segunda guerra.
Wallace Requião de Mello e Silva.
samedi 27 décembre 2008
lundi 15 décembre 2008
O calo profissional.
Requião e o “Calo Profissional”. (escrito quando o Requião exercia o Senado)
Alguém reclamou da insensibilidade de Requião às farpas internas do PMDB. Outro reclamou das grosserias de Requião. Interessante essa fama de insensibilidade que pesa sobre o nosso Senador.
Ana Freud foi me parece, quem mais estudou os mecanismos de defesa do Ego. Antes dela Blaise Pascal, filósofo de intuição profunda já dizia no mesmo sentido: “o excesso de luz cega”. O excesso, qualquer excesso, de luz, de som, de prazer, lesa, machuca violenta. O conceito expresso em excesso já denuncia a sua inadequação, algo que transborda que é excessivo. Assim tampamos o ouvido com as mãos para proteger a integridade de nossos ouvidos, cerramos as pálpebras para defender os nossos olhos e nos defendemos com reflexos rapidíssimos de quase tudo que possa nos agredir. Como vemos, a verdade é que defendemos o arcabouço psicológico e também a integridade do corpo como muito bem nos faz notar José Ângelo Gaiarça em sua obra: “O que é o corpo”. O Corpo esse grande e desconhecido lar íntimo.
Mas no exercício da vida e das profissões, e profissão nada mais é do que a vida exercida de forma aplicada a uma ou algumas atividades especializadas, portanto, neste exercício, movemos todos os mecanismos de proteção, físicos ou psicológicos, seja em sutis mecanismos reflexos, interiores ou exteriores, e por esse meio procuramos preservar-nos.
Não me recordo agora o nome, mas nos primórdios da ciência psicológica, alguém publicou uma explanação sobre a primeira teoria da especialização seletiva dos sentidos e a diminuição da sensibilidade pelo “Calo Profissional”. O autor havia descoberto pela observação dos calos nas mãos de marceneiros e concluía que era uma adaptação de defesa que lhe permitia o exercício da profissão. Se sua mão fosse sempre frágil, as farpas e ranhuras da madeira e o uso das ferramentas, deixaria suas mãos com bolhas e machucados que lhe impediriam o exercício pleno de sua arte. Perde o marceneiro um tipo de sensibilidade para poder exercitar a sensibilidade criativa de sua arte. Esta especialização seletiva, ou adaptação seletiva dos sentidos estão enraizadas nos mecanismos de defesa mais primitivos e profundos chegando mesmo a determinar a escolha das profissões, ou seja, esse sutil amalgama de especializações profundas orienta as habilitações, os dons, as “vocações “profissionais e os estilos de vida, não só os mecanismos neuróticos como já se pensou.
As queixas feitas contra um político, um homem público, se vêm de seus inimigos não devem ser consideradas, enfim são inimigos. Agora se vêm dos amigos elas devem ser consideradas, porque os amigos (palavra que deriva de algum grau de amor ou admiração) idealizam as pessoas que admiram, e se frustram com a menor das grosserias ou desatenções. O homem público que nos representa, deve, na forma idealizada, nos representar, ou seja, ser uma espécie de espelho de nossas necessidades, mas sobre tudo, e isso poucos admitem, deve ser “como nós queremos que seja”: um representante de nossas fantasias idealizadas.
Pode ser que um sargento queira de um general um afago, um elogio, uma atenção especial. Mas parece ser um contra senso imaginar um general mimando os seus soldados. Igualmente se um político sai da esfera do exercício da contemporização entre interesses para o enfrentamento de interesses, age como um chefe, como um líder em batalha, como um general em guerra e esperar assim dele amenidades, gentilezas, atenções, é mergulhar de cabeça no campo das idealizações, é como imaginar-se as figuras paternas sem erros, sem enganos, sem punições ou pequenas injustiças e esvazia-las de autoridade real substituindo-as por uma figura mítica perfeita e impoluta.
As grosserias de Requião são o “Calo Profissional” que o permite sobreviver no exercício da política combativa. No exercício do enfrentamento. Também o marceneiro se lamenta vez ou outra do aspecto de suas mãos, também ele quereria ter mãos delicadas. Consola-se quando admira o resultado de seu trabalho artezanal.
O político com coragem para enfrentar, também sente falta do afeto, das gentilezas, das finezas do cotidiano, porém haverá de se consolar ao contemplar o resultado de seu trabalho, enfrentando interesses vorazes para minorar o sofrimento de massas injustiçadas, e por vezes massacradas.Se a grosseria é compensada com uma obra social digna, ela deve ser descontada no contexto.
Uma questão a ser considerada pelos sensíveis. Toquem as mãos dos pedreiros que executam os vossos projetos, as mãos das pessoas que fazem o seu alimento, as mãos dos que limpam os vossos banheiros, dos que cavam a terra para colocar à vossas disposições as riquezas, o petróleo, o carvão, o minério, o luxo. Por detrás dos calos encontrareis pessoas sensíveis e invariavelmente humilhadas.
Wallace Requião de Mello e Silva
Alguém reclamou da insensibilidade de Requião às farpas internas do PMDB. Outro reclamou das grosserias de Requião. Interessante essa fama de insensibilidade que pesa sobre o nosso Senador.
Ana Freud foi me parece, quem mais estudou os mecanismos de defesa do Ego. Antes dela Blaise Pascal, filósofo de intuição profunda já dizia no mesmo sentido: “o excesso de luz cega”. O excesso, qualquer excesso, de luz, de som, de prazer, lesa, machuca violenta. O conceito expresso em excesso já denuncia a sua inadequação, algo que transborda que é excessivo. Assim tampamos o ouvido com as mãos para proteger a integridade de nossos ouvidos, cerramos as pálpebras para defender os nossos olhos e nos defendemos com reflexos rapidíssimos de quase tudo que possa nos agredir. Como vemos, a verdade é que defendemos o arcabouço psicológico e também a integridade do corpo como muito bem nos faz notar José Ângelo Gaiarça em sua obra: “O que é o corpo”. O Corpo esse grande e desconhecido lar íntimo.
Mas no exercício da vida e das profissões, e profissão nada mais é do que a vida exercida de forma aplicada a uma ou algumas atividades especializadas, portanto, neste exercício, movemos todos os mecanismos de proteção, físicos ou psicológicos, seja em sutis mecanismos reflexos, interiores ou exteriores, e por esse meio procuramos preservar-nos.
Não me recordo agora o nome, mas nos primórdios da ciência psicológica, alguém publicou uma explanação sobre a primeira teoria da especialização seletiva dos sentidos e a diminuição da sensibilidade pelo “Calo Profissional”. O autor havia descoberto pela observação dos calos nas mãos de marceneiros e concluía que era uma adaptação de defesa que lhe permitia o exercício da profissão. Se sua mão fosse sempre frágil, as farpas e ranhuras da madeira e o uso das ferramentas, deixaria suas mãos com bolhas e machucados que lhe impediriam o exercício pleno de sua arte. Perde o marceneiro um tipo de sensibilidade para poder exercitar a sensibilidade criativa de sua arte. Esta especialização seletiva, ou adaptação seletiva dos sentidos estão enraizadas nos mecanismos de defesa mais primitivos e profundos chegando mesmo a determinar a escolha das profissões, ou seja, esse sutil amalgama de especializações profundas orienta as habilitações, os dons, as “vocações “profissionais e os estilos de vida, não só os mecanismos neuróticos como já se pensou.
As queixas feitas contra um político, um homem público, se vêm de seus inimigos não devem ser consideradas, enfim são inimigos. Agora se vêm dos amigos elas devem ser consideradas, porque os amigos (palavra que deriva de algum grau de amor ou admiração) idealizam as pessoas que admiram, e se frustram com a menor das grosserias ou desatenções. O homem público que nos representa, deve, na forma idealizada, nos representar, ou seja, ser uma espécie de espelho de nossas necessidades, mas sobre tudo, e isso poucos admitem, deve ser “como nós queremos que seja”: um representante de nossas fantasias idealizadas.
Pode ser que um sargento queira de um general um afago, um elogio, uma atenção especial. Mas parece ser um contra senso imaginar um general mimando os seus soldados. Igualmente se um político sai da esfera do exercício da contemporização entre interesses para o enfrentamento de interesses, age como um chefe, como um líder em batalha, como um general em guerra e esperar assim dele amenidades, gentilezas, atenções, é mergulhar de cabeça no campo das idealizações, é como imaginar-se as figuras paternas sem erros, sem enganos, sem punições ou pequenas injustiças e esvazia-las de autoridade real substituindo-as por uma figura mítica perfeita e impoluta.
As grosserias de Requião são o “Calo Profissional” que o permite sobreviver no exercício da política combativa. No exercício do enfrentamento. Também o marceneiro se lamenta vez ou outra do aspecto de suas mãos, também ele quereria ter mãos delicadas. Consola-se quando admira o resultado de seu trabalho artezanal.
O político com coragem para enfrentar, também sente falta do afeto, das gentilezas, das finezas do cotidiano, porém haverá de se consolar ao contemplar o resultado de seu trabalho, enfrentando interesses vorazes para minorar o sofrimento de massas injustiçadas, e por vezes massacradas.Se a grosseria é compensada com uma obra social digna, ela deve ser descontada no contexto.
Uma questão a ser considerada pelos sensíveis. Toquem as mãos dos pedreiros que executam os vossos projetos, as mãos das pessoas que fazem o seu alimento, as mãos dos que limpam os vossos banheiros, dos que cavam a terra para colocar à vossas disposições as riquezas, o petróleo, o carvão, o minério, o luxo. Por detrás dos calos encontrareis pessoas sensíveis e invariavelmente humilhadas.
Wallace Requião de Mello e Silva
mercredi 3 décembre 2008
Problemas do passado que se tornaram problemas no presente.
Portais da Hipocrisia
Quando estudei teologia moral havia uma grande preocupação em estabelecer os limites conceituais entre Foro Intimo e Foro Externo.
Aprendíamos que o Direito julga pelo Foro Externo, pelo ato exterior, se o ato praticado está ou não está conforme a lei. A Moral, por outro lado, julga além, e ao considerar os atos exteriores considera também o Foro Intimo o conjunto íntimo dos valores morais no campo da consciência sob o signo da liberdade de escolha e do pleno consentimento.
Como exemplo, posso citar o caso de alguém que cometa um aborto em um país que considere o aborto legal. Esta pessoa estará “legal”, pois agiu segundo a lei ilícita, mas pode estar ao mesmo tempo, comprometida, no foro íntimo, por ter ofendido um principio moral dos mais fundamentais, o direito à vida do qual derivam todos os outros direitos humanos e onde também esta fundamentada toda liberdade.
Posto isto, julgo, que todo mecanismo legal que ensine as pessoas a pautar seus comportamentos pelo foro externo em detrimento do consentimento interno, forma, induz à hipocrisia.
Quando observo o uso destes “Portais da Hipocrisia”, estes redutores de velocidade eletrônicos vêem todo o mal que eles produzem. Um indivíduo vem a 150 km. Por hora, e com uma freada brusca passa a, somente, 18 km. Por hora na atual e moderna lombada eletrônica, para em seguida acelerar violentamente com o fim de recuperar a velocidade perdida... Este indivíduo está hipocritamente - “dentro da lei dos Redutores”. Outro vem nos seus regulares 70 km. Por hora, em absoluta segurança, mas passa a 40 km. Por hora e está - “fora da lei dos Redutores”. Isto é ridículo. Este segundo indivíduo será penalizado com R$ 70,00, quase um salário mínimo, ou seja, com um valor que pagaria o combustível para seis idas e voltas à praia.
Qual é o sentido do equipamento? Educar? Ele não cumpre esta função.
Aumentar a segurança do trânsito? Também não cumpre esta função.
Multar motoristas negligentes? Não, pois desvia a responsabilidade da infração do condutor para o dono do veículo, o que é uma ilegalidade, a transferência de responsabilidade penal é uma ilegalidade e uma imoralidade.
Então para que serve? Para arrecadar dinheiro para suprir a voracidade oficial e para tornar as pessoas cada vez mais hipócritas. Isto é para que se tornem bonzinhos circunstancialmente e depois voltem “ao mundinho bad boy” fora dos olhos da “lei” e das próprias consciências.
Wallace Requião de Mello e Silva.
Quando estudei teologia moral havia uma grande preocupação em estabelecer os limites conceituais entre Foro Intimo e Foro Externo.
Aprendíamos que o Direito julga pelo Foro Externo, pelo ato exterior, se o ato praticado está ou não está conforme a lei. A Moral, por outro lado, julga além, e ao considerar os atos exteriores considera também o Foro Intimo o conjunto íntimo dos valores morais no campo da consciência sob o signo da liberdade de escolha e do pleno consentimento.
Como exemplo, posso citar o caso de alguém que cometa um aborto em um país que considere o aborto legal. Esta pessoa estará “legal”, pois agiu segundo a lei ilícita, mas pode estar ao mesmo tempo, comprometida, no foro íntimo, por ter ofendido um principio moral dos mais fundamentais, o direito à vida do qual derivam todos os outros direitos humanos e onde também esta fundamentada toda liberdade.
Posto isto, julgo, que todo mecanismo legal que ensine as pessoas a pautar seus comportamentos pelo foro externo em detrimento do consentimento interno, forma, induz à hipocrisia.
Quando observo o uso destes “Portais da Hipocrisia”, estes redutores de velocidade eletrônicos vêem todo o mal que eles produzem. Um indivíduo vem a 150 km. Por hora, e com uma freada brusca passa a, somente, 18 km. Por hora na atual e moderna lombada eletrônica, para em seguida acelerar violentamente com o fim de recuperar a velocidade perdida... Este indivíduo está hipocritamente - “dentro da lei dos Redutores”. Outro vem nos seus regulares 70 km. Por hora, em absoluta segurança, mas passa a 40 km. Por hora e está - “fora da lei dos Redutores”. Isto é ridículo. Este segundo indivíduo será penalizado com R$ 70,00, quase um salário mínimo, ou seja, com um valor que pagaria o combustível para seis idas e voltas à praia.
Qual é o sentido do equipamento? Educar? Ele não cumpre esta função.
Aumentar a segurança do trânsito? Também não cumpre esta função.
Multar motoristas negligentes? Não, pois desvia a responsabilidade da infração do condutor para o dono do veículo, o que é uma ilegalidade, a transferência de responsabilidade penal é uma ilegalidade e uma imoralidade.
Então para que serve? Para arrecadar dinheiro para suprir a voracidade oficial e para tornar as pessoas cada vez mais hipócritas. Isto é para que se tornem bonzinhos circunstancialmente e depois voltem “ao mundinho bad boy” fora dos olhos da “lei” e das próprias consciências.
Wallace Requião de Mello e Silva.
Como inventar e contabilizar empregos.
O VINHO E O ANTIPÓ ( caso esquecido)
Transformar água em vinho foi o emblema do primeiro milagre de Jesus Cristo nas bodas de Canaã. Toda vez que falo em vinho tenho a lembrança de homens e jovens mulheres, num rito de alegria, esmagando as uvas com os pés. Imagens antigas, oriundas de minha infância.
Curitiba na sua região metropolitana, com destaque para Colombo e Santa Felicidade, têm sido boa produtora de vinho ao estilo tradicional. Só quem viveu este momento de alegria, esta dança de Dionísio, este frenesi de Baco, compreende o espírito profundo do que estou querendo dizer aqui.
Afora o vinho, Curitiba tem tido excelentes prefeitos. Inovadores uns, outros profundos no seu sentido de justiça social, outros financistas a cobrir dívidas, outros visionários e até mesmo prefeitos dotados de senso prático, Curitiba teve. Neste sentido a atual administração inova.
Li, em matéria paga oficial, a propaganda sobre o "Plano 1000". Dizem que em quatro anos pavimentarão mil quilômetros de ruas e gerarão com esta atividade quinze mil empregos. Exultei. Nem um gole de vinho eu havia tomado, mas exultei.
Minha mente de artista viu em um piscar de olhos toda a imagem de quinze mil homens pisando com suas botas de borracha e esmagando a emulsão asfáltica, num dançar perfeito, harmonioso, porém menos cheiroso que o esmagar dos frutos da vinha.
Ri, pensando no que faria com tal imagem um Edgar Alan Poe. Escreveria um conto profundo como aquele que entitulou "O Escaravelho de Ouro". Morro de inveja.
Um ano tem 365 dias. Quatro anos 1460 dias. É, afora os feriados, iremos cobrir um quilometro de rua por dia, graças ao bom tempo que sempre nos ajuda. Uma vez empregadas as quinze mil pessoas, creio, estarão envolvidas nesta atividade, isto é, estarão colaborando no trecho, neste quilometro diário. Ora, com esta gente toda, podemos trazer as britas com baldes passando de mão em mão, e derreter a emulsão asfaltica só com o calor e o suor dos braços trabalhando... lindo. Depois ao fim do dia, emoldurados pelo por do sol, resta-nos o dançar. Pisar com pés ágeis o antipó e amassá-lo numa maneira compacta, plana, acabada. É uma metodologia perfeita nestes tempos de desemprego, uma metodologia chinesa.
Feitas as contas, parece, custará aos cofres públicos à bagatela de dez reais ou doze dólares o metro quadrado, como um quilometro de rua tem 10.000 metros quadrados custará 100.000 reais o quilometro. Preço de asfalto em rodovia. Mas empregando-se quinze mil operários, pelo social, justifica-se. Uma estrada como vocês sabem, é uma obra cara, o preparo é outro, a durabilidade do leito é outra, o uso é outro. Mas, não podemos esquecer, são quinze mil empregos. Faça as contas dos salários, verifique o quanto ela corresponde no orçamento de cem milhões de reais, aprenda a pensar socialmente.
Afora estas dionisíacas quimeras, como já dizia, o famoso psicólogo do Globo, José Ângelo Gaiarça, uma imagem diz mais que mil palavras, são boas, é prudente, examinar e interpretar as imagens. A matéria institucional veiculada pelos jornais locais mostra três fotos. Sobre cada foto esta escrita uma palavra. Antes, durante e depois. Na primeira vemos uma imagem de uns setecentos metros de rua ensaibrada... antes. Na segunda vemos uma única máquina, um rolo compressor, e um único funcionário trabalhando... é o durante. Na terceira, vemos um antipó concluído sem a imagem de uma viva alma... é o depois.
Eu acredito no milagre do vinho. Eu acredito no milagre do antipó.
Lá em Santa Catarina, não sei se é porque aquele estado tem nome de santa, o milagre é mais barato, lá em uma licitação feita na praia de Itapema o antipó custa R$3,50 (três reais e cinqüenta centavos) o metro quadrado.
De qualquer modo, endividados como estão o estado e o município, sem dinheiro para fazer qualquer coisa, este plano de antipó, pago provavelmente pelo "Plano Comunitário", isto é, pelo dono do imóvel beneficiado, que terá também o seu IPTU aumentado na seqüência, foi uma saída hábil e inteligente.
Desejo sucesso à prefeitura. A obra, neste momento, é monumental.
Quanto aos quinze mil empregos a serem criados, julgo que o critério que foi utilizado é parecido com o utilizado pela Volvo, que tem 1.770 funcionários registrados, mas alega gerar 40.000 empregos indiretos, ou seja, contam-se os empregados de uma fábrica de parafusos que produz para a Volks, Ford, GM como empregos indiretos. Aliás cada uma destas fábricas conta com estes mesmos funcionários, como sendo gerados pelas suas atividades específicas. A Volvo conta até as domésticas de seus funcionários na Suécia. Assim, ao mesmo estilo o Plano 1000 gerará quinze mil empregos.
Wallace Requião de Mello e Silva
Psicólogo
Transformar água em vinho foi o emblema do primeiro milagre de Jesus Cristo nas bodas de Canaã. Toda vez que falo em vinho tenho a lembrança de homens e jovens mulheres, num rito de alegria, esmagando as uvas com os pés. Imagens antigas, oriundas de minha infância.
Curitiba na sua região metropolitana, com destaque para Colombo e Santa Felicidade, têm sido boa produtora de vinho ao estilo tradicional. Só quem viveu este momento de alegria, esta dança de Dionísio, este frenesi de Baco, compreende o espírito profundo do que estou querendo dizer aqui.
Afora o vinho, Curitiba tem tido excelentes prefeitos. Inovadores uns, outros profundos no seu sentido de justiça social, outros financistas a cobrir dívidas, outros visionários e até mesmo prefeitos dotados de senso prático, Curitiba teve. Neste sentido a atual administração inova.
Li, em matéria paga oficial, a propaganda sobre o "Plano 1000". Dizem que em quatro anos pavimentarão mil quilômetros de ruas e gerarão com esta atividade quinze mil empregos. Exultei. Nem um gole de vinho eu havia tomado, mas exultei.
Minha mente de artista viu em um piscar de olhos toda a imagem de quinze mil homens pisando com suas botas de borracha e esmagando a emulsão asfáltica, num dançar perfeito, harmonioso, porém menos cheiroso que o esmagar dos frutos da vinha.
Ri, pensando no que faria com tal imagem um Edgar Alan Poe. Escreveria um conto profundo como aquele que entitulou "O Escaravelho de Ouro". Morro de inveja.
Um ano tem 365 dias. Quatro anos 1460 dias. É, afora os feriados, iremos cobrir um quilometro de rua por dia, graças ao bom tempo que sempre nos ajuda. Uma vez empregadas as quinze mil pessoas, creio, estarão envolvidas nesta atividade, isto é, estarão colaborando no trecho, neste quilometro diário. Ora, com esta gente toda, podemos trazer as britas com baldes passando de mão em mão, e derreter a emulsão asfaltica só com o calor e o suor dos braços trabalhando... lindo. Depois ao fim do dia, emoldurados pelo por do sol, resta-nos o dançar. Pisar com pés ágeis o antipó e amassá-lo numa maneira compacta, plana, acabada. É uma metodologia perfeita nestes tempos de desemprego, uma metodologia chinesa.
Feitas as contas, parece, custará aos cofres públicos à bagatela de dez reais ou doze dólares o metro quadrado, como um quilometro de rua tem 10.000 metros quadrados custará 100.000 reais o quilometro. Preço de asfalto em rodovia. Mas empregando-se quinze mil operários, pelo social, justifica-se. Uma estrada como vocês sabem, é uma obra cara, o preparo é outro, a durabilidade do leito é outra, o uso é outro. Mas, não podemos esquecer, são quinze mil empregos. Faça as contas dos salários, verifique o quanto ela corresponde no orçamento de cem milhões de reais, aprenda a pensar socialmente.
Afora estas dionisíacas quimeras, como já dizia, o famoso psicólogo do Globo, José Ângelo Gaiarça, uma imagem diz mais que mil palavras, são boas, é prudente, examinar e interpretar as imagens. A matéria institucional veiculada pelos jornais locais mostra três fotos. Sobre cada foto esta escrita uma palavra. Antes, durante e depois. Na primeira vemos uma imagem de uns setecentos metros de rua ensaibrada... antes. Na segunda vemos uma única máquina, um rolo compressor, e um único funcionário trabalhando... é o durante. Na terceira, vemos um antipó concluído sem a imagem de uma viva alma... é o depois.
Eu acredito no milagre do vinho. Eu acredito no milagre do antipó.
Lá em Santa Catarina, não sei se é porque aquele estado tem nome de santa, o milagre é mais barato, lá em uma licitação feita na praia de Itapema o antipó custa R$3,50 (três reais e cinqüenta centavos) o metro quadrado.
De qualquer modo, endividados como estão o estado e o município, sem dinheiro para fazer qualquer coisa, este plano de antipó, pago provavelmente pelo "Plano Comunitário", isto é, pelo dono do imóvel beneficiado, que terá também o seu IPTU aumentado na seqüência, foi uma saída hábil e inteligente.
Desejo sucesso à prefeitura. A obra, neste momento, é monumental.
Quanto aos quinze mil empregos a serem criados, julgo que o critério que foi utilizado é parecido com o utilizado pela Volvo, que tem 1.770 funcionários registrados, mas alega gerar 40.000 empregos indiretos, ou seja, contam-se os empregados de uma fábrica de parafusos que produz para a Volks, Ford, GM como empregos indiretos. Aliás cada uma destas fábricas conta com estes mesmos funcionários, como sendo gerados pelas suas atividades específicas. A Volvo conta até as domésticas de seus funcionários na Suécia. Assim, ao mesmo estilo o Plano 1000 gerará quinze mil empregos.
Wallace Requião de Mello e Silva
Psicólogo
Cidades em Foco.
O mito das cidades.
Olhar o mundo pela TV e ouvi-lo pelas rádios, cria um fenômeno semelhante ao que observamos quando olhamos por um tubo. Nossa percepção fica limitada ao pequenino espaço-imagem concentrado no final do tubo. Tudo o mais desaparece.
Quando nos libertamos desta visão dirigida pela mídia encontramos um mundo riquíssimo, enorme, apesar dos esforços que a tecnologia, bem representada pela telefonia, pelos satélites e os aviões fazem para reduzi-lo e as suas distancias. O mundo é imenso.
Foi quando, pensando no mito que se quer criar da Cidade de Curitiba aos seus próprios habitantes, que me inspirei a investigar velhas cidades míticas como : Nazareth, Belém, Jerusalém, Vaticano, Meca e outras, e o que tinham de especial.
Não se pode julgar sem critérios. E foi partindo da simplória hipótese de que se pode reconhecer o tamanho do animal pelo diâmetro de sua toca, que julguei possível de se estabelecer uma medida de um povo pelas suas habitações, sua indústria e sua arte.
Porém não se pode fazer este julgamento deslocado no tempo, e a cada época devemos desenvolver uma ciência comparada de cidades julgando-as às suas contemporâneas, sem excluir do rol aquelas que a despeito de serem milenares ainda sobrevivem com características muito próprias.
Mas o mundo é imenso, seus povos, fora da ótica da mídia, são como pérolas em águas profundas, riquíssimo tesouro de costumes que nos deleitam a imaginação e nos ocupará a mente, ainda, por muito tempo.
Enquanto eu pinço hipotéticos critérios tais como extensão dos serviços públicos por habitante, área construída versus número de habitantes, ou saneamento por habitante, e ainda, o quanto custa ao cidadão o exercício de seu trabalho considerando-se transporte, alimentação, etc... Fico imaginando se todas as pessoas têm consciência de que o mundo e seus hábitos urbanos não ficaram desvendado com a viagem de Marco Polo, ou com as narrações do sueco Sven Hedim descendo o rio Tamir na Ásia.
Lia a história dos jesuítas portugueses que partindo da Índia, passando pelo Afeganistão encontraram o caminho de Marco Polo e o seguindo chegaram a pé na China tendo o padre Góes explorado a Tartárea chinesa e o padre Antônio de Andrade explorado o Tibet de onde tinha conhecimento que encontraria vestígios do cristianismo inicial, e de cujas viagens narra , quando voltou em 1625, a fundação de uma igreja, os costumes, a religião e os segredos desta misteriosa região do globo na sua obra:
“ Novo descobrimento do Grão Catay ou das ruínas do Tibet”.
No universo das cidades místicas, cuja amostragem julguei ser menor, o problema dos critérios para compará-las
Já é enorme, quanto mais difícil será a criteriologia para as cidades comuns, cujo universo é infinitamente superior.
Afora isto, deparei-me com a cidade templo de Lhaza, existente na planície do Tibete, construída no cume de um morro rombudo e cercada por todos os lados por altíssimas montanhas. O Tibete por si só, é isolado do mundo, primeiro pelas cordilheiras do Himalaia, depois pelos rios Indo e Brahamaputro, em seguida por mais uma cordilheira, os montes Karakorun que isolam o leste e o sul. Ao norte fica protegido pelos montes Kuen-Lun e ao oeste pelas desconhecidas e inabitadas cordilheiras Chinesas do Rio Young- Tse- Kiang. Pois bem ali, aos cinco mil metros de altitude, talvez visível do cume do Everest, esta a cidade proibida de Lhaza onde vive o Dalai-Lama, espécie de rei e pontifício conselheiro, carro chefe do budismo moderno e aríete de um “deus” escondido na escuridão com fisionomia amarela.
Dizem que ali vivem vinte mil “monges” budistas, sob os seus telhados de ouro, imerso em riquezas de arte sem conta e isolado de toda a influencia da mídia ocidental... mas todavia, há quem defenda, que aqueles orientais influenciam no tom da mídia ocidental.
Lá, no longínquo Tibete cada família cede pelo menos um filho para as ordens do Dalai. Viverão então não só isolados do mundo, mas também do seu povo, como o fazem os Catuchos e os Trapistas na Igreja Católica.
Talvez por desconhecer ou por relativa ignorância, o nosso bom povo ainda não caluniou as suas riquezas, ou as suas tradições, como fazem com a Igreja Católica. Vejam que nem sempre o senso comum tem critérios de julgamento.
Enquanto outra cidades místicas, hoje em ruínas, como Angkor Wate ( escreve-se assim?), dão testemunho arqueológico de culturas do passado, e Aristóteles da antiguidade clássica grega defendia que qualquer cidade que passasse dos 10.000 habitantes era uma anomalia, modernamente, por outros motivos, o Chefe de Defesa dos EUA defende a tese de que grandes cidades são um cancro e um alvo fácil para as bombas atômicas inimigas. Poucos anos atrás se calculava, no caso de uma guerra com a Rússia, de que, na troca de bombas, os EUA perderiam 40% mais população do que a Rússia, isto dado porque, a segunda potência, tem sua população mais pulverizada.
Há mesmo quem defenda que num futuro próximo, analisadas as progressões geométricas do avanço da AIDS, para a necessária salvação da humanidade, vítima da grande epidemia moderna, as cidades devem ser abandonadas, evitando-se as suas promiscuidades oriundas da densidade populacional, voltando os sobreviventes com saúde da população para os campos, e para a produção de alimentos.
Afora isto economistas de gabinete e donos do macro capitalismo internacional decidem estratégias de controle da natalidade das nossas e das estranhas populações, que habitam isoladamente desconhecidas regiões do globo ou tiranamente pensam na necessidade de seus extermínios, como donos de pombos, patos ou galinhas decidem a conveniência de que vivam ou não, como se fossem eles a tê-las criado.
Na verdade como existem riquezas além do nosso pequeno nariz, fora das telinhas, para entreter espíritos otimistas e pessimistas, porém, por enquanto, para não passar por herege, e nadar contra a corrente, aceito contra a minha razão, que Curitiba é a “melhor cidade do mundo”, um caro mito local, uma “mística” ilusão vendida pela corte aos cortesãos e mendicantes. Uma bela plataforma política.
Wallace Requião de Mello e Silva.
Olhar o mundo pela TV e ouvi-lo pelas rádios, cria um fenômeno semelhante ao que observamos quando olhamos por um tubo. Nossa percepção fica limitada ao pequenino espaço-imagem concentrado no final do tubo. Tudo o mais desaparece.
Quando nos libertamos desta visão dirigida pela mídia encontramos um mundo riquíssimo, enorme, apesar dos esforços que a tecnologia, bem representada pela telefonia, pelos satélites e os aviões fazem para reduzi-lo e as suas distancias. O mundo é imenso.
Foi quando, pensando no mito que se quer criar da Cidade de Curitiba aos seus próprios habitantes, que me inspirei a investigar velhas cidades míticas como : Nazareth, Belém, Jerusalém, Vaticano, Meca e outras, e o que tinham de especial.
Não se pode julgar sem critérios. E foi partindo da simplória hipótese de que se pode reconhecer o tamanho do animal pelo diâmetro de sua toca, que julguei possível de se estabelecer uma medida de um povo pelas suas habitações, sua indústria e sua arte.
Porém não se pode fazer este julgamento deslocado no tempo, e a cada época devemos desenvolver uma ciência comparada de cidades julgando-as às suas contemporâneas, sem excluir do rol aquelas que a despeito de serem milenares ainda sobrevivem com características muito próprias.
Mas o mundo é imenso, seus povos, fora da ótica da mídia, são como pérolas em águas profundas, riquíssimo tesouro de costumes que nos deleitam a imaginação e nos ocupará a mente, ainda, por muito tempo.
Enquanto eu pinço hipotéticos critérios tais como extensão dos serviços públicos por habitante, área construída versus número de habitantes, ou saneamento por habitante, e ainda, o quanto custa ao cidadão o exercício de seu trabalho considerando-se transporte, alimentação, etc... Fico imaginando se todas as pessoas têm consciência de que o mundo e seus hábitos urbanos não ficaram desvendado com a viagem de Marco Polo, ou com as narrações do sueco Sven Hedim descendo o rio Tamir na Ásia.
Lia a história dos jesuítas portugueses que partindo da Índia, passando pelo Afeganistão encontraram o caminho de Marco Polo e o seguindo chegaram a pé na China tendo o padre Góes explorado a Tartárea chinesa e o padre Antônio de Andrade explorado o Tibet de onde tinha conhecimento que encontraria vestígios do cristianismo inicial, e de cujas viagens narra , quando voltou em 1625, a fundação de uma igreja, os costumes, a religião e os segredos desta misteriosa região do globo na sua obra:
“ Novo descobrimento do Grão Catay ou das ruínas do Tibet”.
No universo das cidades místicas, cuja amostragem julguei ser menor, o problema dos critérios para compará-las
Já é enorme, quanto mais difícil será a criteriologia para as cidades comuns, cujo universo é infinitamente superior.
Afora isto, deparei-me com a cidade templo de Lhaza, existente na planície do Tibete, construída no cume de um morro rombudo e cercada por todos os lados por altíssimas montanhas. O Tibete por si só, é isolado do mundo, primeiro pelas cordilheiras do Himalaia, depois pelos rios Indo e Brahamaputro, em seguida por mais uma cordilheira, os montes Karakorun que isolam o leste e o sul. Ao norte fica protegido pelos montes Kuen-Lun e ao oeste pelas desconhecidas e inabitadas cordilheiras Chinesas do Rio Young- Tse- Kiang. Pois bem ali, aos cinco mil metros de altitude, talvez visível do cume do Everest, esta a cidade proibida de Lhaza onde vive o Dalai-Lama, espécie de rei e pontifício conselheiro, carro chefe do budismo moderno e aríete de um “deus” escondido na escuridão com fisionomia amarela.
Dizem que ali vivem vinte mil “monges” budistas, sob os seus telhados de ouro, imerso em riquezas de arte sem conta e isolado de toda a influencia da mídia ocidental... mas todavia, há quem defenda, que aqueles orientais influenciam no tom da mídia ocidental.
Lá, no longínquo Tibete cada família cede pelo menos um filho para as ordens do Dalai. Viverão então não só isolados do mundo, mas também do seu povo, como o fazem os Catuchos e os Trapistas na Igreja Católica.
Talvez por desconhecer ou por relativa ignorância, o nosso bom povo ainda não caluniou as suas riquezas, ou as suas tradições, como fazem com a Igreja Católica. Vejam que nem sempre o senso comum tem critérios de julgamento.
Enquanto outra cidades místicas, hoje em ruínas, como Angkor Wate ( escreve-se assim?), dão testemunho arqueológico de culturas do passado, e Aristóteles da antiguidade clássica grega defendia que qualquer cidade que passasse dos 10.000 habitantes era uma anomalia, modernamente, por outros motivos, o Chefe de Defesa dos EUA defende a tese de que grandes cidades são um cancro e um alvo fácil para as bombas atômicas inimigas. Poucos anos atrás se calculava, no caso de uma guerra com a Rússia, de que, na troca de bombas, os EUA perderiam 40% mais população do que a Rússia, isto dado porque, a segunda potência, tem sua população mais pulverizada.
Há mesmo quem defenda que num futuro próximo, analisadas as progressões geométricas do avanço da AIDS, para a necessária salvação da humanidade, vítima da grande epidemia moderna, as cidades devem ser abandonadas, evitando-se as suas promiscuidades oriundas da densidade populacional, voltando os sobreviventes com saúde da população para os campos, e para a produção de alimentos.
Afora isto economistas de gabinete e donos do macro capitalismo internacional decidem estratégias de controle da natalidade das nossas e das estranhas populações, que habitam isoladamente desconhecidas regiões do globo ou tiranamente pensam na necessidade de seus extermínios, como donos de pombos, patos ou galinhas decidem a conveniência de que vivam ou não, como se fossem eles a tê-las criado.
Na verdade como existem riquezas além do nosso pequeno nariz, fora das telinhas, para entreter espíritos otimistas e pessimistas, porém, por enquanto, para não passar por herege, e nadar contra a corrente, aceito contra a minha razão, que Curitiba é a “melhor cidade do mundo”, um caro mito local, uma “mística” ilusão vendida pela corte aos cortesãos e mendicantes. Uma bela plataforma política.
Wallace Requião de Mello e Silva.
vendredi 21 novembre 2008
mardi 18 novembre 2008
Atletas no Palácio da Araucárias.
O perigo da memória virtual. ( para pensar).
Memória do legislativo.
Uma seqüência de incêndios ocorridos no passado recente parecem denunciar mais do que apenas coincidências, parecem denunciar intencionalidade. Numa inacreditável coincidência , num curto espaço de tempo e na mesma cidade, queimaram a biblioteca do Instituto Neopitagórico, o Arquivo Publico do Paraná, o DETRAN e a Assembléia Legislativa.
Acidentes ou crimes aqueles lamentáveis incêndios denunciam a importância da memória documental e o perigo de sua perda.
Quando lembramos (porque existem documentos preservados que dão testemunho) que Zacarias de Góes de Vasconcelos, primeiro presidente da Província do Paraná, num dos seus primeiros atos públicos cria em 7 de abril de 1855 o Arquivo Público do Paraná , eles nos dá uma lição de visão política profunda e probidade política.
De fato, não podemos legislar sem uma precisa e ágil memória documental. Recorrer à legislação anterior é ato imprecendivel do legislador, do jurista e do advogado.
A memória documental é dos atos de governo , talvez, o mais importante. O documento original é prova, é fonte, é testemunho fiel. A informatização e o microfilme são formas de agilização de pesquisa mas, por serem facilmente falsificados, não substituem o documento que é a fonte de história. Documentos de interesse públicos originais devem ser guardados como se guarda ouro.
Julgo que todo o investimento, publico ou privado, no setor, denuncia, elogia, confirma o profundo senso publico de quem investe.
Nada melhor fariamos se investissemos na biblioteca e arquivo da Câmara Municipal. Recuperar o Arquivo Publico é imprecendivel. Buscar pelos meios possiveis a recomposição dos documentos perdidos da Assembléia é ato necessário. Omissão nesta missão restauradora é crime contra o passado das instituições e da família paranaense.
Nós não podemos deixar de lembrar aos governadores, prefeitos, vereadores e cidadãos das nossas responsabilidades em comum, preservar a história e a verdade. Preservar a história do povo paranaense nada mais é que preservar a memória do legislativo, do executivo e do judiciário. Mas a história do povo e suas instituições também esta preservada na memória documental das famílias.
Neste sentido, as bibliotécas, por exemplo, poderiam servir de captadoras e duplicadoras destas documentações privadas, tão particularizadas em bairros da cidade. Prestariam assim, estas bibliotecas, um grande serviço, o de ensinar a valorizar os documentos familiares e a construir a obra fundamental...a História.
Wallace Requião de Mello e Silva
Uma seqüência de incêndios ocorridos no passado recente parecem denunciar mais do que apenas coincidências, parecem denunciar intencionalidade. Numa inacreditável coincidência , num curto espaço de tempo e na mesma cidade, queimaram a biblioteca do Instituto Neopitagórico, o Arquivo Publico do Paraná, o DETRAN e a Assembléia Legislativa.
Acidentes ou crimes aqueles lamentáveis incêndios denunciam a importância da memória documental e o perigo de sua perda.
Quando lembramos (porque existem documentos preservados que dão testemunho) que Zacarias de Góes de Vasconcelos, primeiro presidente da Província do Paraná, num dos seus primeiros atos públicos cria em 7 de abril de 1855 o Arquivo Público do Paraná , eles nos dá uma lição de visão política profunda e probidade política.
De fato, não podemos legislar sem uma precisa e ágil memória documental. Recorrer à legislação anterior é ato imprecendivel do legislador, do jurista e do advogado.
A memória documental é dos atos de governo , talvez, o mais importante. O documento original é prova, é fonte, é testemunho fiel. A informatização e o microfilme são formas de agilização de pesquisa mas, por serem facilmente falsificados, não substituem o documento que é a fonte de história. Documentos de interesse públicos originais devem ser guardados como se guarda ouro.
Julgo que todo o investimento, publico ou privado, no setor, denuncia, elogia, confirma o profundo senso publico de quem investe.
Nada melhor fariamos se investissemos na biblioteca e arquivo da Câmara Municipal. Recuperar o Arquivo Publico é imprecendivel. Buscar pelos meios possiveis a recomposição dos documentos perdidos da Assembléia é ato necessário. Omissão nesta missão restauradora é crime contra o passado das instituições e da família paranaense.
Nós não podemos deixar de lembrar aos governadores, prefeitos, vereadores e cidadãos das nossas responsabilidades em comum, preservar a história e a verdade. Preservar a história do povo paranaense nada mais é que preservar a memória do legislativo, do executivo e do judiciário. Mas a história do povo e suas instituições também esta preservada na memória documental das famílias.
Neste sentido, as bibliotécas, por exemplo, poderiam servir de captadoras e duplicadoras destas documentações privadas, tão particularizadas em bairros da cidade. Prestariam assim, estas bibliotecas, um grande serviço, o de ensinar a valorizar os documentos familiares e a construir a obra fundamental...a História.
Wallace Requião de Mello e Silva
samedi 15 novembre 2008
Inscription à :
Articles (Atom)












