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jeudi 6 août 2009

O Coronel foi Ferroviario.


Clique sobre a imagem ela crescerá para você curtir. Trata-se de uma pagina do livro " Ce, anos de vida Parlamentar" de Maria Nicolas.
Esse resumo da vida do Coronel, é suficiente para bem representar o seu caráter.
Como bem dissemos em texto anterior, ele é avô paterno do Gopvernador Roberto Requião.

Prudentópolis.

Os documentos que mostro aqui mostram uma foto da avo pela linha materna de Requião Cristiana Keinert e uma pagina do documento de imigração de seus pais e bisavós de Requião. Cristiana Keinert casou-se em Guarapuava com Euclides Requião e tiveram posteriormente um hotel ou pensão em Prudentópolis, onde registraram um de seus filhos, Ivo Requião, em 1904.

P Governador receberá o Titulo de Cidadão Honorário de Prudentópolis em 8 de Agosto de 2009.

Documento Histórico




Clique sobre a imagem ela crsce para você poder curtir. O Coronel Wallace, avô de Requião, foi vereador, presidente da Camara, deputado em duas legislaturas, comandante da Guarda Nacional e um dos 37 fundadores do Clube Atlético Paranaense, segundo documento apresentado por Jeferson Gomes, comentarista esportivo e neto do Presidente do Atlético Jofre Cabral.
















Carta Patente de Te.Coronel Comandante, assinada pelo Presidente Wenceslau Braz. 1913


vendredi 27 février 2009

Patriarca Requião em Nova Versão

O Patriarca Requião em nova versão.via grupog23 de Grupo G23 em 15/09/08
O Patriarca Requião.
Embora seja o primeiro dos Requião a chegar ao Paraná, Luiz Antônio Requião, o patriarca, cuja vida, em alguns aspectos continua nebulosa, é o motivo principal quer tenho para elaboração desse artigo. Lançar alguma luz.Luiz Antônio é o bisavô do Governador Roberto Requião pela linha materna. Pai, portanto, de Euclides Requião, avô pela linha materna, do Governador.Dele não se conhece imagem. Ele era um Abraão, um homem que deixou tudo, e veio para a “Terra Prometida”, o Paraná, embora, não por uma promessa de Deus, mas a serviço da Igreja e do Imperador Dom Pedro II. Era natural da Bahia. Assumiu o Posto de Inspetor Geral de Rendas Publicas do Governo Imperial, algo como Coletor de Impostos, tomando posse, conforme documento original, em 17 de Junho de 1849, na nossa, então, 5a Comarca de São Paulo. Embora haja uma insegurança nessa data, que pela grafia do documento, tanto pode ser 1849 ou 1879, e trinta anos fazem diferença. Fazem diferença porque a primeira diz respeito ao período histórico anterior a emancipação do Paraná e a segunda é posterior, embora ambas, ainda no período imperial. Advogo que seja a primeira, pois tendo casado em 1861 haveria, Luiz Antônio, de estar empregado e seguro. Nunca pude saber se veio ao Paraná, em nome da Igreja, ou se veio assumir o tal cargo do Império.Um número considerável de documentos assinados por ele, existentes no Arquivo Público do Paraná, sugerem que ele informava as estatísticas da Comarca, dando ciência ao imperador, ou aos seus servidores mais graduados, e coletava os impostos. Se tomarmos como exatos os numero que nos trazem as anotações do historiador Romário Martins, podemos aquilatar a importância que haveria de ter tal cidadão. O Paraná todo, possuía então, (1858) 69.380 (sessenta e nove mil e trezentos e oitenta) habitantes e inexistia estrada transitável por rodas. A região de Curitiba tinha cerca de 6000 almas, e nesse contexto, um Coletor Imperial haveria de ter sua importância social.
Desde 1811, com a atuação de Pedro Joaquim Correia de Sá, o Paraná ansiava pela emancipação. Embora houvesse outros movimentos emancipatorios, como o de Bento Viana em 1821, ou a Revolução Liberal de 1842, foi mesmo no Senado Imperial, que se resolveu a emancipação de nosso Estado. Não seria temerário afirmar, que desses informes e impostos transferidos, por Luiz Antônio Requião, algo de positivo possa ter tido peso e influência na questão da emancipação, que foi como já disse, ato eminentemente político, liberando, ao menos administrativamente, o nosso estado, do seu vizinho São Paulo. Embora a emancipação política de nosso estado tenha ocorrido em 1853, sob o ponto de vista econômico, nosso estado continua sendo sugado, pelo estado vizinho, que faz o papel de um mini EUA, dentro do Brasil. Os paranaenses não parecem ter perfeita consciência desse fenômeno, que faz e mantém o Paraná um escravo do estado vizinho.Antiga tradição familiar nos conta, porém, que ao chegar ao Paraná, Luiz Antônio, era ainda um “Formigão”, um seminarista que portava o habito religioso carmelita sem ter feito, no entanto, seus votos permanentes. O uso de seminaristas no serviço do Império era algo comum, pois esses eram primorosamente alfabetizados, conheciam o latim, contabilidade, e humanidades, além, é claro, de noções do direito Eclesial e Civil. Alguns padres tiveram vida notável na política do Paraná como, por Exemplo, o Pe. Francisco Chagas Lima, e, na verdade, em todo o Brasil. Luiz Antônio, diferentemente, não fez carreira sacerdotal, casando-se, como já dissemos, em 1861 com uma das filhas de Cândido Martins Lopes, fundador de nosso primeiro jornal.Cláudio Veiga, atual presidente da Academia Baiana de Letras, em recente livro sobre a vida do deputado e empresário da imprensa baiana, Altamirano Requião, o emérito fundador e proprietário do prestigiado jornal baiano “Diário de Noticias”; relatando um pouco de seus familiares e antepassados baianos que se espalharam pelo Brasil, nos dá algumas pistas sobre a localidade de origem de Luiz Antônio Requião. Município de Cachoeira, na Bahia, seria o seu verdadeiro berço.Sabemos, pela “Genealogia Paranaense”, de Francisco Negrão, que era filho de seu homônimo, Luiz Antônio Requião e Constância Maria Dias, ambos baianos. Casou-se em 31 Agosto de 1861, em Curitiba, com a jovem Gertrudes da Silva Lopes, ela era natural do Rio e uma (a quarta) entre os dez filhos de Cândido Martins Lopes. Cândido tipografo, jornalista, Juiz de Paz, e chefe de policia, era o prestigiado fundador do primeiro jornal do Paraná emancipado: “O Dezenove de Dezembro”. Gertrudes Lopes, agora senhora Luiz Antônio Requião, era pianista. Pequenina, um dos seus sapatos, guardado pela família, é quase um sapato de criança, embora tenha tido ela, grande vigor e muitos filhos.Seus oito filhos:(1) Edmundo Requião, nascido em 9 de Agosto de 1862 e casado com Francisca Leal Requião em 24 de Dezembro de 1887. Foi comerciante em Paranaguá e Foz do Iguaçu. (paira sobre ele se era ou não militar, (Major telegrafísta), pois seu nome esta ligado a história da fundação da cidade de Prudentópolis e da Vila Militar de Foz do Iguaçu). Seu nome é encontrado também na ata de fundação da Santa Casa de Misericórdia em Curitiba, e na história dos primórdios de Foz do Iguaçu. Francisco Negrão, no entanto, em obra de 1934, o apresenta como prospero comerciante em Foz e Paranaguá.Tiveram três filhos.(2) Virgílio Requião casado com Rosa Gonçalves Guimarães Requião. Virgílio Requião era homem tão forte que estourava uma maçã, apenas apertando-a com a mão.(3) Constança Requião, falecida em 1881.(4) Getúlio Requião, casado com Cândida Pereira Requião.(5) Euclides (Lopes) Requião (Avô Materno do Governador) casado em 26 de Dezembro de 1900, em Guarapuava com Cristhiana Keinert. Teve próspero comercio em Curitiba, gráfica em Guarapuava e Hotel em Prudentópolis. Faz parte, com Lívio Moreira, e outros, dos históricos fundadores da Radio Clube Paranaense, a primeira radio do Estado. Tiveram oito filhos.(6) Aníbal Requião (Patrono do Cinema no Paraná, fundador do Cine Smart) casado em 15 de Junho de 1897 com Carolina Correia Requião ela filha do Comendador Prisciliano Correia. Aníbal foi o autor das primeiras imagens cinematográficas das Cataratas do Iguaçu e Sete Quedas, fundador das Papelarias Requião, da Livraria Econômica, da Casa Vítrix, e do primeiro cinema do Paraná, que era, seis anos anterior ao célebre cinema de Francisco Serrador.Tiveram três filhos.(7) Judith Requião, solteira.(8) Esther Requião Von Meien ( a garota que recebeu Dom Pedro II em 1880, conforme registrou a imprensa, e o acompanhou em sua carruagem do Caminho da Graciosa ao Palácio Avenida ( Rua das Flores com Rua da Liberdade) que era a sede do Governo); ela viúva de Artur von Meien. Fundaram, em Curitiba a Casa Cristal.Tiveram oito filhos.
Desses oito filhos de Luiz Antônio Requião, e netos, obviamente, descendem, praticamente todos os Requião do Paraná.
Wallace Requião de Mello e Silva.

lundi 10 novembre 2008

Velha estratégia em andamento

O texto abaixo escrito e 2005 além de informar sobre familiares de Requião, define uma estratégia que poderá ser usada, embora ja esteja em andamento.


Luís Antônio Barreto diretor do Instituto Tobias Barreto.

Prezado.

A historiadora paranaense Maria Cecília Westephalen, diz textualmente que Felix José de Mello e Silva participou com Frei Caneca durante a Revolução Pernambucana. Há ai uma dificuldade. Frei Caneca foi preso em 1817 e posteriormente fuzilado em 1825 durante a Confederação do Equador. Ora, a considerar os casamentos precoces (17 e 18 anos de idade) praticados naqueles anos, calculo (hipoteticamente) que Felix José tenha nascido em Pernambuco entre 1825 e 1830, máxime em 1815, posto que Justiniano, seu filho nasceu em 1852/53, o que inviabiliza a sua participação na Revolução Pernambucana. (também encontrei um Felix José de Mello, morador no Paraná, região de Tibagi em data muito anterior). Todavia, encontrei referencia bibliográfica de um Luiz de Mello, secretário de Frei Caneca. Quero recordar, que Luiz Antonio de Mello e Silva, médico de Marinha, chegado ao Brasil em 1808, e casado com Maria Alexandrina, em Recife, Pernambuco, era pai de Felix José. Não pude, todavia, com os dados que tenho confirmar se estamos tratando da mesma pessoa. Meu interesse, maior, é vincular o Governador Requião em suas raízes históricas reais. Sabemos sem erro, (documental) que ele descende de Luiz Antonio Requião, natural da Bahia, casado no Paraná como Gertrudes da Silva Lopes, são bisavôs de Requião pela linha materna, filho também de outro Luiz Antonio Requião casado com Constância Maria Dias em 31 de agosto de 1861 em Salvador. Comprovada, a ligação com Sergipe, com Pernambuco, resta ainda o vinculo com o Maranhão. Assim também localizei os laços de parentesco com o Rio Grande do Sul nas pessoas de Carlos Henrique Christiano Keinert vindo da Alemanha e Luzia Soares de Abreu Keinert, vinda do Rio Grande, pai e mãe de Cristhiana de Abreu Keinert, casada com Euclides Requião em Guarapuava no Paraná em 1900. Euclides Requião, por sua vez é filho de Luis Antonio Requião e Gertrudes Lopes, e é avo de Requião, portanto o casal são os pais da mãe de Requião, Lucy Requião.
Com isso quero estabelecer um discurso sobre os vínculos de origens do nosso governador Requião, com as comunidades eleitorais desses estados assim familiarizados. No caso de Minas Gerais, onde o pai de Requião formou-se em medicina em 1934, constituindo-se essa turma de médicos pessoas ilustres e influentes de Minas, assim estabelecemos um vinculo bem favorável com as Gerais, do mesmo modo estabelecemos vínculos com São Paulo e Rio, o primeiro pelos tios de Requião e por ele próprio que teve empresa em São Paulo e lá militou o Direito, e com o Rio em primeiro lugar pelo seu trisavô Cândido Martins Lopes e pelos seus outros tios, irmãos de sua mãe, ou ainda pelo seu irmão Eduardo lá casado, ou pelo prestigiado medico Cândido de Mello e Silva, tio avô, irmão de Justiniano, ou ainda pelo fato de seus avós maternos, Euclides e Christiana, terem lá falecido. O vínculo com o Espírito Santo está claramente estabelecido com o seu tio, Justiniano de Mello e Silva Neto, médico e ex-prefeito de Colatina, assim como pela fundação do Jornal Tribuna de Vitória pelo seu pai Wallace Thadeu de Mello e Silva. Com Santa Catarina e também com o Rio Grande do Sul, estabeleceremos o vínculo com a esposa de Requião, ela natural de Santa Catarina da cidade de Joaçaba, assim como os vínculos profundos de sua família, Quarengui detentora de prestigio naqueles dois estados. Com Brasília e Goiás, onde Requião morou oito anos e seu irmão quatro, o vinculo é insofismável. Com esses vínculos, mais a pesquisa dos parentes vivos espalhados em todo o país, cerca de setecentas pessoas identificadas do Amazonas ao Rio Grande, podemos, num futuro próximo constituir uma malha suporte de opinião pública, fundada na intimidade e familiaridade dos vínculos regionais e familiares, estabelecendo com precisão o discurso objetivo e a identidade “afetiva” para cada um destes estados. O que estou fazendo agora, é procurar bem documentar esse material em fontes históricas precisas e facilmente obtidas por qualquer curioso e disponibilizar o material, em primeiro lugar, via Internet. Se o professor tiver documentos que ajudem no preciso sentido agradeço, pois está bem claro o objetivo desse esforço, para curto ou longo prazo.

Sem mais para o momento, desejando-lhe saúde,

Wallace Requião de Mello e Silva.
Psicólogo

vendredi 7 novembre 2008

Criação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

Tendo exercido a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, o governador Requiâo resolve através da Lei 10.066 de 27 de Julho de 1992, no seu primeiro Mandato, criar a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, coforme lemos na documentação do Arquivo Publico do Paraná titulada : História da Administração Pública do Paraná. E cria o Instituto Ambiental do Paraná.

jeudi 6 novembre 2008

Um homem muito especial.









O estado do Paraná deve muito a esse homem. Ele foi médico em nosso estado. Vereador em Curitiba e prefeito da Capital. Um de seus filhos foi deputado estadual, secretário de governo, senador da República, e três vezes governador do Paraná. Outro de seus filhos, foi deputado federal, secretário municipal, presidente da Fundepar, e duas vezes secretário de estado da Educação, hoje é conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. Outro de seus filhos, foi secretário de governo, superintendente dos portos do Paraná e é o atual secretario de transportes do Paraná. Sua filha foi presidente da Assoma, e é presidente do Provopar em segunda gestão.

Abaixo você vê um exemplar do Jornal Fundado e dirigido e redatoriado por ele em Vitoria no ES ( 1938) e mais abaixo sua carteira profissional de Jornalista. Formou-se em medicina em Belo Horizonte em 1934.



Wallace Thadeu de Mello e Silva, pai do governador Requião. E fundador do G23.

mardi 4 novembre 2008

Um pouco da História do nome Requiâo.

Um pouco da história do nome Requião.
Todo homem faz história. Do mais humilde, ao mais “metido dos homens”, todos fazem história. Na Historia esta o registro da língua (fala). Nos mitos e lendas o registro da tradição; dos cantos e ritos, dos hábitos e culturas (KULT TOUR = no entorno do culto, ou sacrifício da mesa onde se mantém e se faz as trocas da vida, enfim, nos fazeres humanos, no sacrifício cotidiano da vida no que lhe é necessário, o homem faz cultura) assim brota a matéria prima da História. Criteriosamente o termo se restringe à escrita, e o surgimento do testemunho escrito, separa criteriosamente a História da pré-história.
Assim, se você deixa que outros escrevam a sua história, a história escrita por eles, será a história “deles” sobre você, não a sua história. E a História enquanto ciência procurará analisar a sua historia no contexto das historias submetidas ao contexto épico em que você esta inserido.
Acontece que indivíduos, famílias, clãs, povos e nações elaboram melhor a sua história do que outras, e isso é que as difere uma das outras. Há povos cuja preocupação central esta em fazer com que outros povos escrevam sobre eles o que eles querem que seja escrito a respeito deles, ou seja, o seu estilo básico é a manipulação e controle da história. Grandes fatos não narrados perdem-se e pequenos fatos, ou grandes, narrados, e manipulados, fazem história. Se narrados por muitas fontes diferentes consolidam a história. Daí deriva o poder da mídia, e o povo que a domina. Fazem a memória do passado colocando “verdades” na boca de outro povo. Constroem assim a memória do passado a partir de um ponto de vista supostamente neutro, exterior ao agente, de modo que no futuro, o analista, pense estar analisado não o relato construído do agente histórico, mas, um relato isento, e testemunho neutro vindo de terceiros. O Brasileiro, infelizmente, ainda não se preocupa com isso. Ele deixa que escrevam a sua história, não a interpreta ou replica. Não a pensa nem projeta. E essa história, sem contestação, será a sua armadilha.
A História, enquanto ciência pode ser comparada, em certa medida, a um sólido geométrico, tem profundidade na justa medida em que avança no tempo; tem largura (fachada), isso é, tem esse espaço frontal de abrangência que difere a historia de um grupo, de um povo, de uma nação. Uma fachada panorâmica muito ampla pode representar uma história do conjunto humano, quase universal. Um corte deste sólido geométrico é o que se chama corte histórico. Mas a História também possui altura, isto é, o quanto de moral e civilidade ela edifica. Assim, esses três planos gráficos demonstrativos, colocados em ordem e em direção a um ponto perdido no passado desconhecido da humanidade, é o que nos dá a perspectiva histórica. Mas se todos fazem história e se o problema se explica apenas na elaboração mais e melhor apurada de umas em relação das outras, pode-se dizer que nossa história é igual a qualquer outra história, e se é igual, não haverá de ser superior a sua historia, nem inferior à sua ou outra qualquer, seja ela dos hebreus, gregos, romanos, ou hindus. Posto que, se um indivíduo qualquer contemplar a sucessão de seus antepassados verá que sua historia foi tão viável quanto à de qualquer outro individuo vivo, pois se não fosse, ele não estaria vivo e contemplando sua história familiar. Se, estamos vivos, é porque todos os nossos familiares se viabilizaram, ao menos, o suficiente para transmitir a sua herança genética e cultural.
Agora, se a questão é que, a elaboração da história pressupõe e pretende edificar a dignidade moral do homem, aí há historias superiores e inferiores, e nessa perspectiva, a minha história pode ser superior ou inferior a sua. Por isso registro a minha, faça o mesmo com a sua, de tal maneira que, no futuro, alguém possa compará-las, analisá-las e medir a edificação do exemplo moral e grau de civilidade que cada uma contém. Portanto, não registre quantas vezes você pisou na bola, ou cuspiu na floreira, pois a história, na sua perspectiva cria o ângulo lançado e projetado, do solido geométrico histórico, capaz, talvez, de fazer supor em perspectiva como será o futuro da humanidade.
Sendo assim, vamos ao nome Requião:
Segundo a Enciclopédia Lusa Brasileira o nome Requião é um toponímico, isso é um nome de lugar assumido como um sobrenome que indicava, com orgulho, o lugar de origem. O que mostra o valor que se dava no passado e que se deveria dar no presente ao lugar onde se nasce. “Citizens” (do anglo saxão= filhos da cidade, ou do lugar) resultando no português “Cidadão”. Assim como: Lange de Morretes, ou Geraldo de Bulhões, e ainda Carlos de Toulouse ou Wallace de Curitiba.
Muito antes da formação do condado de Porto Cale (Porto de Galle), que resultaria no estupendo reino de Portugal, existia ali, mais ou menos no centro do território geográfico do Portugal de hoje, no ângulo do Homem com o Cavalo, um território cristão suevo da Galícia. Esse pequeno reino cristão tinha por rei, o cristão, na sua grafia antiga Rícila, Rékila, ou, como preferem outros, Réquila, no século IV ou V. Os súditos desse reino, ou seja, os moradores da circunscrição desse pequeno reino recebiam o nome de requilães, ou na sua forma mais latinizada “requillanis”, enfim, cidadãos ou súditos do reino de Réquila; assim posto, os Requiãos, são suevos oriundos de muitas famílias de origem sueva, pré-portugueses, portanto, e formadores, enquanto grupo étnico, em muito pequena escala do povo português. Por ser cristão esse reino, (Requiário, filho de Réquila, foi o primeiro rei suevo a se converter em 448) alem das construções usuais características das vilas do século, havia ali, também, uma igreja que sobreviveu segundo vários autores ate 2 de novembro de 1942 quando foi consumida por um incêndio. Nela, na Igreja matriz de Requião, se sobrepunham vários estilos, desde o românico primitivo ate os mais complicados enxertos do rococó. Outra foi construída em seu lugar, e tornou-se a Capela de Réquiem, palavra de origem latina que quer dizer descanso, ou falecimento, (Missa de Réquiem = missa celebrada pelas almas dos falecidos) o que confundiu, para muitos pesquisadores, a origem do nome Requião, vinculando-o com a origem da Capela de Réquiem ou a palavra Réquiem.
Os suevos são germânicos.


Wallace Requião de Mello e Silva
Grupo 23 de Outubro.

Textos de apoio em : www.grupo23deoutubro.blogspot.com, marcador História Familiar.